DIÁSPORA*

Há alguns meses o amigo Lucas Morais, editor do Diário Liberdade apresentou-me o projeto DIASPORA(https://joindiaspora.com/). De imediato achei a ideia muito interessante, principalmente por se tratar de um projeto coletivo voltado para o coletivo. Isso soa tão coerente com os conceitos que, ao meu ver, são pilares da Internet.

De todo modo, “descentralização” e “horizontalização” deixaram de ser(ou sequer chegaram a se tornar) perspectivas de projetos realmente voltados para a comunidade online. Desde a vinda do Orkut, todos os projetos de redes sociais não passaram de propostas unilaterais que contavam com grandes investimentos estruturais e sistemas de alta performance pouco customizáveis que submetiam os usuários às políticas (muitas vezes questionáveis) do ‘mantenedor’ da estrutura.

O próprio Zuckerberg (criador do Facebook) enfrentou problemas com autoridades, público, usuários, parceiros, empresas e anunciantes, quando do vazamento de informações que apontavam para a ‘venda’ velada de informações ‘sensíveis’ dos usuários do site para grandes anunciantes.

Mas quando recebi o convite para o DIASPORA, ainda em fase de desenvolvimento, senti-me muito à vontade para explorá-lo melhor. Primeiro pelo fato de o sistema ser similar a outros, o que, de fato, facilita o aprendizado de sua lógica de imersão e funcionamento. Segundo pela proximidade que consegui com pessoas diretamente ligadas ao desenvolvimento do site.

E foi assim, em ‘poucos cliques’ que consegui me inteirar da proposta louvável do Projeto DIASPORA. Proposta esta que compartilho com vocês.

DIÁSPORA*

Parafraseando o blogueiro Jason Paul (http://jasonpaul.net/2011/10/the-promise-of-diaspora/), um dos parceiros da comunidade de desenvolvedores do DIASPORA:

Now that the dream is in alpha reality and I have joined the network I can tell you that Diaspora is not exactly an alternative to Facebook (although for some it is). What I’ve come to realize is that Diaspora represents the future of social networking.

Agora que o sonho está em realidade ‘alfa’ e eu entrei para a rede, posso contar-lhes que Diáspora não é exatamente uma alternativa ao Facebook (apesar de ser para uns). O que eu percebi é que Diáspora representa o futuro das redes sociais. (tradução livre)

Essa percepção de Paul vem do universo de possibilidades que DIASPORA abre a quem quer fazer crescer e se desenvolver a rede. Sua proposta é abrangente. Sua organização é liberta. Seu código é um convite. E sua estrutura é aberta.

Mas ainda há um longo caminho a se percorrer, e o que anima, pelo menos no meu caso, um confesso entusiasta dos movimentos livres da Internet, é ver que há muita disposição em transformar DIASPORA num projeto muito maior.

PRINCIPAIS PONTOS

Em um primeiro momento um desavisado acharia a arquitetura e o modus operandi de DIASPORA muito similar a uma mescla de Facebook e GooglePlus (G+). De fato há sim uma grande similaridade, principalmente no aspecto estético.

No entanto, em termos de proposta, DIASPORA se desenvolve em linha diametralmente oposta aos dois ‘concorrentes’ supracitados. E essa caminhada em sentido oposto é favorecida por três principais pontos:

Arquitetura Descentralizada: PODs

Quer ter certeza que suas informações não estão sendo utilizadas por ninguém? Que tal ter seu próprio servidor?

Este pode ser um cenário improvável para a maior parte dos projetos orientados ao enriquecimento de seus donos, como é o Facebook, mas, no caso de DIASPORA, a própria audiência é encorajada a ter servidores próprios, os chamados PODs.

Talvez seja neste momento que o alcance de um sistema de rede social descentralizada (até então apenas uma possibilidade) aconteça. Assim, além de estarem em um mesmo patamar interativo, pessoas, entidades, empresas, instituições, etc. estão também em um mesmo patamar estrutural.

Anos atrás questionei a possibilidade da tão enaltecida ‘liberdade online’ se toda a estrutura onde esta se desenrola estava fadada ao controle de uns e outros. Com a arquitetura de pods viabilizada pelos criadores de DIASPORA, o controle da estrutura está, pela primeira vez, de fato, nas mãos da comunidade.

Código Aberto

Quem quiser colaborar com o código pode fazer isso. DIASPORA é mantido em código aberto, de modo a permitir atualizações e alterações vindas de sua própria comunidade. Este tipo de procedimento aumenta a segurança da aplicação por dificultar o alcance de ameaças destinadas a ataques em massa, ou seja, quanto mais específico e personalizado for o código, mais difícil para um programa nocivo, vírus ou worm infectá-lo.

Além disso, tal qual pode-se ver em plataformas como o WordPress, toda a comunidade ganha com as seqüentes atualizações do código e o desenvolvimento de outros programas e aplicações livremente.

Comunidade de Desenvolvedores e Utilizadores

Quais outras redes sociais estão abertas à ação da sua comunidade? Em DIASPORA há uma grande projeto acontecendo, que vai, pelo menos por agora, além da simples participação da rede.

Há um projeto de mundialização da proposta. Pessoas de várias nacionalidades se unem para traduzir o código (comentários) e o site em si. Outros tantos se unem para melhorá-lo constantemente. Outros se unem para pensar em maneiras de divulgá-lo, de melhorá-lo conceitualmente.

Além disso, DIASPORA tem atraído pessoas que, de um modo ou de outro, engajam-se em temáticas emancipadoras, o que permite a cada novo interessado abraçar um projeto em franco crescimento, construído e mantido coletivamente.

Comparação de Jason Paul


Entrevista na íntegra com Yosem Companys, diretor de comunicação do Projeto Diáspora:

1. First of all: tell us about you, what you do in DIASPORA Project.

Max runs the day-to-day operations of Diaspora.

Sarah Mei is the Chief Technology Officer.

Dan runs the products and UI/UX.

Ilya manages privacy, security, and the open-source developer community.

Yosem manages business development, marketing, and grasroots.

Peter Schurman runs communication.

2. What the DIASPORA staff thinks about “Internet” “Online Freedom” and “Social Media”?

Existing social media companies make money by monopolizing your data, selling these data, and serving you targeted advertisements. Monopolies are inimical to freedom. It’s a feudal system: Their your lord and master, and you’re their servant. This is wrong. This is your data, and as an individual, you should have the power to own your own data and do with it what you please.

Diaspora has a unique technology that frees you from this system by enabling you to install the Diaspora software on your own server and thus own and control your own data. In this way, Diaspora enables you to be a modern day Leonardo Da Vinci, where you become your own artist: whatever you create or share belongs to you and you alone. If someone wants to use it for commercial purposes, then they should have to pay you for that privilege.

3. Whats the great idea behind DIASPORA project?

Diaspora’s secret sauce is in it being open-source and decentralized. Some people believe that these are difficult concepts for the mainstream user to understand, but they’re actually quite simple:

• Open-source just means that anyone can see the software code and modify it to make it better. This means that Diaspora has the potential to be more secure than existing solutions, and users can be confident that Diaspora will not place hidden back doors to leak your data to 3rd parties without your permission or consent. Compare this to existing social networks, where you can’t see the software code, and just have to trust them that the code is secure.

• Decentralized means that you have your own personal pod, someone else has their own personal pod, but both pods can still communicate with each other. In doing so, we can guarantee you that you own your data and no one else gets access to it without your explicit permission.

4. Some social media projects are “money oriented”. How can you define the purpose of DIASPORA?

Diaspora is 100% non-commercial, community-run and managed. We listen to our users and build the features they want. Unlike existing social networks, we have no incentive to sell your data or to serve you advertisements.

5. How to keep the project working without ads money?

Making money is only important to us to the extent that it enables the Diaspora Project to become self-sufficient. To this end, we enable you to own your own data, copyright it, and license it to companies you care about in exchange for compensation from them in terms of goods and services. Such a system is entirely opt-in, so you could participate or not, as you see fit.

6. How much “open code” is the project?

The Diaspora project is 100% open. Developers who choose to build applications that run off of Diaspora, however, may choose to make their code closed or open, as they see fit.

7. On the front page of JOINDIASPORA you offer a link teaching users to install their own pods. Can you explain us the the POD idea? How much pods the project have?

A pod is simply a server running the Diaspora software. There are two types of pods — personal pods and community pods:

• A personal pod is one where the network includes you alone, or you and your friends, your family, and/or your colleagues. Personal pods are usually private, so we have no way of knowing how many personal pods exist on the Diaspora social web. That’s the point: You own and control your own data and do with it what you see fit.

• A community pod, on the other hand, is one set up to be public. We have our own at JoinDiaspora, but there are others like Geraspora and Diasporg. Anyone can join these pods, of which there are currently over 20. A full list of pods and their performance can be found at http://podupti.me/ and podup.sargodarya.de.

8. Some people and media call DIASPORA an anti-facebook project. Do you agree with it? Why do you think people say it?

When the media says that we’re the anti-Facebook, it’s usually because they assume that we’re a social network. But we’re actually a social web, not a classic social network. What do I mean by this? A social web is a network of networks, where every person who runs Diaspora software on his or her own pods can still communicate with other pods. That’s quite an innovation for the social networking space.

In this sense, we’re really not an anti-Facebook project at all. Our communication protocols are open and free such that Facebook could continue to provide its service as an open community pod on the Diaspora social web. You know how you can send an email from Gmail to Yahoo, and vice versa? That happened because the World Wide Web tore apart AOL’s early monopoly in that space. But you still can’t do that on social networking today, say sending a status update from Facebook to Google+, and vice versa. We’re working to make this vision a reality. Diaspora’s communication protocols make it possible for Google+ users and Facebook users to connect to each other. Of course, it’s unlikely that these companies will choose to participate in the short term because we’re a fairly young organization and because these companies have an incentive to keep your information walled up so they can make money off of it. Information wants to be free, but if these companies allow your personal information to be free, they will lose their ability to make money.

9. DIASPORA borns where other have failed?

I think the key difference between Diaspora and other projects is that we’re really a community of people trying to reinvent the social web. We’re supported by donations, we have more than 130 open-source developers, which ranks us among the top 2% of all open-source projects. We have hundreds of grassroots volunteers, blogging, spreading the world, providing support, and so on. We all have a passion to change the social networking space, and as long as we work together, we will prevail.

10. Whaths the DIASPORA Project’s future? Did you ever received any “commercial” approach? How will you deal with it?

The Diaspora project will always be non-commercial. But many will be able to build commercial applications that work off of Diaspora in the same way that others have done for Linux.

Absurdos da Net

Na última sexta-feira, 01/07/2011, fui obrigado a acionar a ANATEL em função dos absurdos cometidos pela empresa NET.

Meu plano teve dois canais removidos e não substituídos. E, pior, não houve qualquer notificação. Quando liguei no atendimento da NET, além de ter sido muito mal atendido (como de costume), o atendente me disse que uma notificação havia sido enviada no dia 15/06. Então avisei que nenhuma notificação havia chegado (ao contrário da conta, que chega sempre em dia). Também questionei o aviso com 15 dias de antecedência, e não 1 mês.

Pedi o número da Anatel para efetuar uma reclamação. O rapaz convictamente me informou que a Anatel não tinha nada a ver com isso [!!!!] e que eu deveria procurar o Procon da minha cidade. Ele também não tinha o número do Procon no sistema.

Quando consegui o número do Procon de BH já era tarde. Ninguém atendia. Então pensei na quantidade de pessoas que seriam afetadas por essas mudança. A quantidade que ligou para o atendimento assim que percebeu a alteração e a quantidade que dali, direto do atendimento, procuraria ajuda de algum órgão. Com a instrução errônea da NET, muitos tentaram o Procon e viram que ninguém atendia. Com isso, a chance destas pessoas reclamarem na segunda-feira seria bem menor. Uma ‘estratégia’ muito sacana da NET.  Mas aí resolvi ligar para a ANATEL e explicar meu problema com a empresa NET. A atendente disse que iriam verificar, que minha queixa era procedente.

Não satisfeito liguei novamente para registrar outra reclamação: contra o atendimento da NET, que passa (com muita conivência e conveniência) informações equivocadas sobre os direitos dos seus clientes. O atendente da reguladora informou que isso tem tudo a ver com o órgão e iria registrar novo protocolo sobre esse procedimento da NET em DESINFORMAR seus clientes.

Internet no Brasil: Colônias e Domos

Artigo postado originalmente no NewsVine, em 30 de Janeiro de 2006

Eu bem me lembro dos meus primeiros contatos com algo semelhante à Internet… As antigas BBS. Aqui, próximo da minha cidade, existia uma em Divinópolis, e, para brincar de conversar com outras pessoas através do computador eu engordava a conta telefônica devido às chamadas interurbanas.

A Internet cresceu desde aqueles tempos… Cresceu demais. Hoje praticamente qualquer tipo de serviço oferecido na televeisão têm um site ou contato via email.

Assim como no mundo real, o mercado de imóveis da internet começou a crescer depois de um tempo de colonização e expansão. Após a tecnologia alcançar a população e os provedores de acesso começarem a oferecer planos atraentes, milhares de novos usuários foram ganhando seus espaços, suas contas de email, seus registros em sites, em listas de discussão. Destes pontos, que exigiam pouca experiência com a nova tecnologia, alguns usuários partiram para o interior da net, como bandeirantes, e ali começaram a fundar novas colônias, libertas das configurações já padronizadas por alguns sites de provedores visionários e conquistadores, como foram Zaz e Uol.

Mais acesso… Mais banda, mais conexção, mais kbs de acesso, mais serviços e mais recursos. Som e imagem já eram transmitidos quase que sem interferência pela rede. Rádios e canais cresceram. Grandes nomes de vários campos da comunicação passaram a ver na Web um local ideal para ganharem mais espaço e liberdade editorial. As salas de bate-papo, sempre lotadas de usuários das mais variadas idades e experiências, começaram a se transformar em laboratórios de comunicação,  desenvolvendo códigos e tradições entre os usuários, além de permitirem a criação e constante atualização de uma linguagem muito própria do meio virtual, onde a velocidade ultrapassa, literalmente, a qualidade.

Em meu artigo eu poderia agilizar minha teoria se utilizasse exclusivamente do Internetês (em sua versão brasileira). Mas ciente d q mtas das minhas frases sairíam prejudicadas e o contxt necessario p q os leitores possam ntndr oq kero seria vitima d sua propria essencia, eu preferi n usar d qlqr termo do vulgo “internetês”.

É muito fácil navegar na internet e não conhecer nem uma fração de seu espaço. Muitas pessoas, principalmente no Brasil, ainda estão dentro de um domo criado pelos provedores de acesso, que aglomeram serviços e publicações, sites de jogos e e-commerce. De maneira geral percebe-se que a tarja da Uol está sobre o cabeçalho de dezenas e dezenas de sites, e cada vez cresce mais. Esta é uma tendência que reproduz os acontecimentos do período pré-IG.

Refiro-me a período pré-IG todo aquele tempo em que a Internet já estava na “mesa” dos brasileiros, no entanto, o provedor pago aidna era uma central de acesso, criando verdadeiras internet paralelas, de maneira que alguns grupos de usuários jamais saíam das paredes do provedor. Oferecendo conteúdo vasto e completo, o Uol, por exemplo, conseguir criar um domo sobre seu acesso. Muitos e muitos de seus usuários encontram o que querem dentro das fronteira do Uol, mas, jamais encontrarão a verdadeira magia da Internet, quando a palavra informação mescla-se à palavra sem limites e à liberdade de expressão.

Até a chegada do IG, por exemplo, querendo ou não, o usuário estava dentro de um feudo, governado pelo seu provedor, porém, sem que tal provedor ou o próprio usuário percebessem. Quando a IG lançou a moda dos provedores gratuitos, o usuário começou a perceber que não é necessário ficar somente nos limites do provedor para navegar. Mais usuários entenderam que poderiam encontrar as pessoas de acordo com suas vontades. Outro “boom” no sistema de construção de sites brasileiros.

Ferramentas como a HPG permitem que cada um faça seu site e cresça ainda mais a internet. No entanto, a felicidade do brasileiro durou pouco, pois, em questão de meses, a Globo.com havia comprado o HPG e privado o acesso que antes era gratuito. Ótima jogada para a Globo.com, péssima jogada para o resto dos brasileiros. É bom lembrar que mesmo com o crescimento na “construção civil” da Internet, as ferramentas empregadas eram todas ainda importadas. Pouco serviço genuninamente brasileiro existia para a Internet das massas.

Grandes fusões já haviam acontecido. Zaz agora era Terra. Uol agora era dona da maior rede de provedores franqueados, chegando a cidades como a minha, de pouco mais de 80 mil habitantes.

O Blog virou moda. Um recurso que poucos usavam agora havia caído nas graças das “massas da web”. Todos possuíam um blog, e poucos tinham algo que realmente valesse ler. No entanto, a liberdade de informação ganhou mais uma guerra e flagras e denúncias diversas despontaram em blogs ao redor do mundo. A cobertura de eventos era feita quase em tempo real. O recente tsunami que assolou o Oceano Índico foi pauta de centenas de blogs cujos donos estavam naquelas áreas afetadas.

Para variar, depois de uma boa notícia, vêm sempre as péssimas notícias. Os blogs começaram a perder espaço para os Fotologs, uma ferramenta que potencializou o voyeurismo na Internet e ativou ainda a mais o culto à imagem, e não o culto à informação. No Brasil os fotologs se espalharam rapidamente. Nos laboratórios das faculdades e em empresas com acesso banda larga, não se fazia outra coisa que não fosse acessar centenas de milhares de fotologs e bisbilhotar um pouco a vida alheia. Neste tempo alguns blogs haviam crescido além do esperado e seus donos ganharam respeito e dinheiro. Alguns viraram verdadeiras colunas de jornais, com uma credibilidade limpa que competia com a de grandes veículos da imprensa.

Sony fecha mais uma fábrica

Do NetworkWorld e Philadelphia Inquirer

Informe da Sony aponta o fechamento de uma de suas maiores fábricas de CDs. O prédio, há 50 anos em uso, já serviu de base para a produção em larga escala de vinis (pela Columbia Records) e chegou a produzir 18 milhões de CDs por mês (já nas mãos da Sony). 500 funcionários perderão seus empregos.

O fechamento pode ter sido causado pela baixa no volume de vendas de suportes físicos para dados. Os CDs vêm perdendo espaço gradativamente para o formato MP3 nos últimos anos.

Em 2010 a Sony fechou outra fábrica, mas de fitas magnéticas, ativa por 30 anos.

Diário Liberdade

Portal anticapitalista de notícias da Galiza e países Lusófonos, o Diário Liberdade é um dos maiores achados em termos de informações qualificadas e fomentação de bons discursos na Internet. Textos oriundos de vários sites/blogs jogam novas luzes sobre assuntos até então quase sempre contidos nos filtros do Newsmaking e Agenda Setting.

Apesar dos idiomas serem lusófonos, o conteúdo é voltado para todo o mundo, distribuindo-se em Galiza, Portugual, Brasil, África/Ásia, Mundo, Opinião, Entrevistas e Audiovisual. A plataforma é o querido Joomla! e a vida do DL corre nas mãos de seus incansáveis editores e colaboradores.

Mantido gratuitamente, feito em Joomla!, com rica e vasta colaboração gratuita e sempre antenado aos discursos políticos, econômicos, científicos, filosóficos e culturais dos povos lusófonos, nenhuma palavra descreve melhor essa louvável iniciativa que libertário!

Parabéns ao pessoal do DL e ao meu amigo imerso nessas águas, o @Luckaz

Manda quem pode… e pode por quê?

Imbróglios como o que envolve atualmente Julian Assange e o Wikileaks não são necessariamente novos. Basta lembrar que a batalha travada entre The Pirate Bay e a indústria fonográfica também contou muitos “mortos e feridos” entre aqueles que bravamente se posicionaram, de um lado ou do outro da questão.

Mas o que é novidade na situação enfrentada por Assange, Wikileaks e milhares de outras pessoas pró-WikiLeaks é a inevitabilidade do embate com peões recrutados pelo poder estrutural dos EUA no que se refere à Internet de maneira geral.

Sites como PayPal e Amazon são referências na Internet. Não apenas por terem alçado vôo em inovações tecnológicas que revolucionaram certas práticas no mundo digital, mas também por terem se transformado em gigantes parcialmente responsáveis pelos movimentos tectônicos da rede mundial de computadores.

Tectônicos por terem impacto em toda uma superfície supercapilarizada de milhares de outros sites e indivíduos que fazem uso de seu suporte ou de seus serviços de modo quase natural. Para muitos, pagar via PayPal é tão natural quanto pagar com um cartão de débito nas compras do dia-a-dia.

Assim, estruturalmente, decisões tomadas no back-end da Internet interferem diretamente nos interesses da superfície, como pudemos observar de camarote nas ações tomadas por estas empresas em relação à sua presença online e ao interesse de superestruturas que, por deterem um poder material e estrutural, sentem-se no direito de intervir como bem entendem em variados níveis da rede.

Como reportado pelo próprio PayPal, uma pressão externa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, forçou o site a abrir mão de todos os direitos concedidos ao Wikileaks como utilizador de seus serviços. Antes de qualquer tipo de julgamento ou condenação referente ao Wikileaks (e não às ações de Julian Assange que, ainda que contestáveis, tramitam em separado na Corte Sueca), ele já era sumariamente executado pelos peões do jogo.

O que se viu foi uma forte manifestação de vontade, alicerçada pela posse e controle da estrutura da rede, de um governo que deseja o fim do Wikileaks. Insensível à percepção do resto do mundo dos “favores” feitos pelo Wikileaks à comunidade internacional, o Paypal, assim como outros sites, preferem partir de seus próprios julgamentos (feitos com “evidências” fornecidas por uma das partes interessadas) para fulminar a presença de um de seus clientes na Internet.

Ora… Serviços como o do Paypal são de grande importância para milhares de iniciativas que dependem da ajuda do público, principalmente com doações, que podem ser de 1 dólar a centenas de milhares. A grande questão é que o serviço foi comodamente e convenientemente alinhado a uma idéia de “mau uso” de acordo com quem? Com o PayPal ou com o governo dos EUA?

A discussão que tem que ser feita é:

Manda quem pode… mas pode por quê? Quem garante tal poder?

Reflexos do I NewsCamp Sampa

Poucos dias atrás conversava com Ceila Santos sobre o NewsCamp. Ela me deu a idéia de escrever um pouco sobre minhas impressões do primeiro NewsCamp, do qual participei, acontecido no Espaço Gafanhoto, em São Paulo capital.

Quando o primeiro evento aconteceu lembro-me de estar “recém-mudado” para a capital paulista e de manter contato com algumas pessoas que até hoje fazem as coisas acontecerem no mundo web. E o interessante do I NewsCamp foi poder conhecer pessoas que têm discursos interessantes, para além da reificação das coisas, que propuseram e debateram suas idéias.

O assunto naquela ocasião correu muito nas vias da monetização dos blogs. Outros pontos debatidos foram a espetacularização da web, sua correlação com outras mídias e questões infra-estruturais, como o movimento crescente das lan houses.

O formato de desconferência deixa à vontade, dá vida aos discursos e instiga a participação. Horizontaliza o debate de uma mídia cuja a horizontalização é a grande idéia, revolucionária em essência, mesmo que trôpega nos moldes atuais.

E deu certo? Claro que sim. Para os participantes que fortaleceram networking e para outros tantos que puderam experenciar uma nova esfera de debates. O crescimento foi consequência. Em pouco tempo outras edições aconteceram pelo Brasil, incorporando gente que já articulava na web e trazendo gente nova para a discussão.

Bons contatos e amizades nascem em eventos assim, mesmo que os pontos de vista, em várias situações, corram para lados distintos.

O I NewsCamp foi o espaço onde conheci figuras singulares atualmente ativas na minha presença digital, como Gilberto Pavoni (@gpavoni), Eduardo Vasquez (@e_vasquez), Ceila Santos (@ceila), Alexandre Carvalho (@adcarvalho) e Francesco Cardi.

Não deixe de participar! Leve sua idéia, suas proposta e boa discussão!

NewsCamp 2010

WikiLeaks: Ondas Colaterais

WikiLeaks é um site erguido em plataforma Wiki que serve milhares e milhares de documentos “classificados” publicamente. Entre estes documentos estão relatórios, memorandos, fichas, planos, projetos e muitos outros documentos de poderes militares dos EUA e outros países.

Por ter liberado milhares de documentos sobre as ações dos EUA no Afeganistão, o soldado Bradley Manning pode ser condenado à morte por um tribunal militar se for culpado de alta traição, segundo a informações de políticos e pessoas do exército.

Além dos comprometedores documentos da guerra do Afeganistão, o governos dos EUA agora tem que se preocupar também com milhares de documentos vinculando a CIA à “exportação de terroristas” que estão nas mãos do WikiLeaks.

Wikileaks está hospedado em servidores na Islândia e se beneficia de liberdade de informação online concedida pela legislação do país, fato que vem dificultando as constantes ofensivas dos EUA na tentativa de cancelar as ações do site.

Imagem & Sentido

O discurso do filósofo Slavoj Zizek é complexo, mas a apresentação gráfica das idéias é alucinante e maravilhosa.

Link enviado pela Caru Schwingel, via Twitter.

Sigam essa mulher! @caru

Crusader Kings 2: Pressão dos Fãs

Depois de mais de 1 ano sendo um dos tópicos mais discutidos e apoiados no fórum da Paradox, a empresa resolveu lançar uma campanha iniciada no Facebook, chamando todos os jogadores a reunirem suas vozes e exigirem uma continuação.

De acordo com a Paradox a idéia é simples: basta aparecerem mais de 25 mil jogadores pedindo o jogo e ela promete lançar a tão esperada segunda etapa do jogo.

Crusader Kings é um jogo considerado cult entre os jogadores de jogos de estratégia e simulação. A complexidade do jogo gira em torno das complexas relações entre os milhares de nobres envolvidos nas questões políticas, religiosas, econômicas e militares da Europa Medieval.

O mapa onde se desenrola o jogo é composto por centenas de feudos e você pode jogar controlando um ou dois (como barão), um conjunto deles (como um conde) ou muitos (como um rei).

Todas as suas ações, diplomáticas ou militares, alteram variáveis que enviam o jogo a novos rumos. Milhares de características e habilidades vão sendo acopladas ou removidas dos personagens do jogo. Como Crusader Kings não trata de um país (reinado) apenas, ele é classificado como um jogo de Construção de Dinastias, uma vez que os filhos herdam as terras dos pais e o jogo continua.

Espera-se muito que em sua segunda versão, Crusader Kings agilize a leitura de informações durante o jogo, deixando-o mais dinâmico, além de inserir uma interface multiplayer original e novas possibilidades diplomáticas sejam inseridas.

Apoie aqui: http://www.facebook.com/Crusaderkings#!/Crusaderkings?ref=mf

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