Questão de Estrutura

structurePercebo uma certa irresponsabilidade no tratar da questão material envolvida na prática da comunicação online. Ontem mesmo ouvi uma professora dizer que não importava a linguagem, “se Php, Java, Asp, Html” para que se pudesse pensar na prática comunicacional a partir de algumas plataformas online.

Realmente tal conhecimento não é necessário para simplesmente produzir conteúdo na/para web, mas, ao meu ver, é fundamental para estudos e planejamentos que utilizem a rede mundial de computadores como plataforma de lançamento.

Por quê?

Simplesmente pelo fato de que todo o fantástico mundo virtual permitido pelas tecnologias contemporâneas é escrito a partir de estruturas sistêmicas, complexas e, como tudo mais, dependentes da satisfação de alguns pré-requisitos.

Talvez os estudos de Usabilidade hoje pequem por desconsiderar em alguns momentos que tipo de infra-estrutura serve às necessidades básicas de seu público-alvo, mas o grande problema nessa situação nem é sua aplicação às práticas mercadológicas, que são, em essência, auto-regulatórias. A grande questão que incomoda é que a Academia trate com com “alguma despreocupação” o estudo sério da evolução estrutural das engenharias que permitiram à Web atingir o padrão que tem hoje.

Creio que toda disposição de conteúdo da atualidade demande especificidades infra-estruturais que quando não supridas em suas solicitações mínimas acarretam experiências e experimentações difusas daquelas pretendidas na confecção de alguma plataforma operacional digital.

Seria como analisar fluxo logístico e tráfego contemporâneos sem levar em consideração as especificidades da malha de transportes, assim como a tecnologia dos veículos e o uso esperado para cada estrutura.

É fato que, academicamente, não todos, mas muitos professores desconsideram isso ao falar de experiências e possibilidades de experiências digitais. Mesmo que a questão estrutural não seja a mais importante ao se falar de determinada empreitada digital, ensinar a pensar qual seu papel na articulação de conteúdo na Internet é uma questão, no mínimo, de fundamentação teórica e/ou prática.

O entendimento da estrutura permite vislumbrar ajustes e identificar vulnerabilidades e os ganhos disso são interessantíssimos à toda comunidade de utilizadores da Internet.

Este é um TEXTO-SUMÁRIO (em fase de aperfeiçoamento)

O governo das ações da vida digital restringe-se à materialidade de uma infra-estrutura ainda reprodutora dos meios capitalistas vigentes, apropriadores dos meios de produção e disseminadores de embrutecimento nas massas que lhes servem de matéria-prima e engrenagem.

São muitas as nascentes de Resistência encontradas na Internet para lidar com métodos viciados do mainstream e do modus operandi de produção, influência e divulgação de informações. Mesmo que estas nascentes criem seu espaço, ainda são assombradas por um movimento assustador de observação do nada, espalhado por toda a Internet.

Assim como o capitalismo assimila o mundo material, corrompe-o e vomita uma série de idéias perpetuadoras de suas entranhas e míticas noções de valor e responsabilidade social , caminhamos cada vez mais para uma experimentação imprudente da Realidade do Conhecimento, velada sob as glórias das novas tecnologias.

Este caminhar, apressado pelo domínio dos meios de produção materiais (o Império da Globalização do século XX) e, agora, levado à frente pelo domínio dos meios de comunicação e informação (o Império da Velocidade), tem nos alienado em relação ao que acontece no mundo real, da realidade material, onde as coisas, de fato, acontecem.

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Certa vez acompanhei, assustado, as palavras de um palestrante que dizia que a Inclusão Digital, nos moldes atuais, é um engodo (para ser agressivo) e um equívoco (para ser permissivo). De fato, hoje estas palavras fazem mais sentido, pois, por mais que as ferramentas digitais nos ofereçam novos mares a navegar, tais mares ainda são criados dentro de lógicas excludentes e incoerentes em relação às necessidades de acesso à informação e fomento da discussão crítica, pautada em parâmetros mais humanistas, menos tecnicistas.

Este mesmo palestrante dizia que o alcance das massas às tecnologias é inversamente proporcional ao desenvolvimento delas. E ele tem razão. Quando hoje lidamos com tecnologias X, outros, talvez nossos vizinhos, já lidam com tecnologias 3X.

O que isso quer dizer?

Mais gente hoje tem acesso à informática instrumental. Sim, pois há uma necessidade de mercado de trabalhadores que saibam operar computadores. Estes mesmos trabalhadores, nós, profetas da comunicação digital, ignoramos quando nos preocupamos tanto em investigar o futuro e esquecemos de analisar, e criticar, o presente.

Convenhamos!

Não há movimento mais vergonhoso que aqueles que dizem que é hora de abandonar uma ferramenta, como o dizem do Orkut, pois ele está por demasiado “popular”. Assim todos migram para outras ferramentas até que estas sofram o mesmo processo.

A única diferença disso para movimentos migratórios que acontecem na Europa, Japão  e nos Estados Unidos é que na Internet pode-se criar novas vastidões para se habitar, enquanto fora da vida digital, tem-se que encarar a realidade. Talvez este seja, inclusive, um dos motivos que levam tantas pessoas a se vangloriarem de ser na Internet o que nunca pensaram em ser na vida real.

Eu sou confesso admirador e desbravador dos meios de comunicação digital. Por uma série de fatores, e tais não excluem severas escolhas equivocadas, que, por agora, venho tentando corrigir. Mas também não me impedem, estes fatores, de dizer que há algo terrivelmente atormentador com o modo pelo qual o mundo online vem sendo dominado e tiranizado por corporações centralizadoras, e pior, por um pensamento centralizador, tecnocrata.

Talvez a guerra entre mainstream e os veículos online seja uma das pontas do Iceberg. O que vemos nessa guerra é o medo de perder o monopólio da informação. Mas, perdê-lo para quem? Para quantos?

O modus operandi ainda é o mesmo. Alienados offline serão alienados online. E onde está o problema disso tudo? Nas pessoas? Alguém realmente acredita que o homem é o lobo do homem? Eu não!

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Não consigo visualizar a solução disso, mas tento jogar luz nas questões envolvidas na mecânica de todo processo digital e como isso altera nossas vidas reais, materiais. Mesmo que muitos queiram não acreditar, as estruturas externas da vida contemporânea, atuam, sim, na viabilização da praça digital, onde, alucinados, acreditamos que as mudanças vão acontecer.

O Orkut é brasileiro, mas o Google não!

Na batalha das grandes Redes de Relacionamento, o Orkut teve um papel pioneiro, criando conceitos e paradigmas de estabelecimento de estruturas sociais e dinâmicas que foram copiados à exaustão por variados empreendimentos na Internet. Alguns deram certo, outros não.

A partir daí a idéia foi sendo lapidada como o fez o MySpace e o Facebook, que visam grandes públicos, e o Linkedin e o brasileiro Via6, que visam públicos específicos.

Tais lapidações e aperfeiçoamentos fizeram a idéia de ‘Rede Social’ se transformar em um conjunto de possibilidades interacionais que poderiam receber os mais diversos suportes e plataformas virtuais, integrando-se com outras iniciativas online (como faz muito bem o Facebook).

Então pensemos: onde foi parar o Orkut nessa história toda?

Atualmente dominado pela presença dos brasileiros, o Orkut parece ter se transformado em uma plataforma ambígua para os projetos globais do Google. O que me leva a essa percepção do Orkut é sua força na comunidade brasileira e sua fraqueza no cenário internacional.

Mas por que o Orkut é uma pedra no sapato do Google em níveis globais?

Simples. Sistemas de redes sociais ainda são uma grande jogada na Internet. Fazer deles sistemas cada vez mais dinâmicos, integrados e funcionais é uma grande opção para alavancar grandes projetos publicitários e, portanto, transformá-los em fonte de receita e bastiões de presença na Internet.

Com toda sua força e inovação, o Google poderia muito bem lançar um grande sistema de rede social inovador, que acople as idéias mais recentes e seja altamente competitivo em relação aao cenário global (foco de atuação dos projetos universais do gigante das buscas). Mas… o que fazer com o Orkut?

Para lançar um novo projeto de rede social, o Google teria que abrir mão do Orkut. E como fazer isso sem incomodar a enorme comunidade de brasileiros que vê no Orkut seu maior abrigo na Internet? Como lançar uma ferramenta competitiva levando em consideração a força do Orkut numa comunidade de usuários da Internet em franco crescimento?

Para tentar remediar sua posição de mero observador e mantenedor do Orkut, o Google vem lançando iniciativas que o façam gerar receita, como as publicidades e futuras possibilidades de integração com outros métodos publicitários.

Mas como não perder o timing das redes sociais diante deste problema?

Mais fácil imaginar que o Google tente mudar o foco das redes sociais, criando o terreno onde possa fazer nascer um sistema global, que torne, com o tempo, o Orkut obsoleto até mesmo para os brasileiros, e leve todo o fiel público brasileiro a outros mares digitais por opção, e não por imposição.

O que você acha disso?

Busca Semântica

O melhor do Wolphram Alpha com o melhor do Google!

http://sig.ma

Sem dúvida, o SIGMA, apesar de simples, lança novas bases e concepções sobre as ferramentas de busca que operam em estruturas semânticas.

Abrindo mão da simples apresentação rápida de bilhões de informações e links, o SIGMA traz a proposta de anunciar os principais tópicos relacionados ao objeto da busca. Do nome de uma pessoa, um lugar, um objeto, uma marca. A quantidade de informações relacionadas, divididas por áreas de atuação, aspectos, alcance, profundidade é impressionante.

Por ser um novato, o SIGMA ainda precisa de ajustes, principalmente no que é referente à sua mecânica de busca e valorização das palavras digitadas.

A busca por Brasil é bem diferente da busca por Brazil, sendo que somente na segunda opção as informações oficiais são mostradas, ou seja, o site ainda mastiga só em inglês.

A idéia é reunir o melhor do Wolphram Alpha com o melhor do Google.

Usabilidade 100%

Lembro-me do início do SCRIBD. scribd

Ótima idéia, aliada a uma engenharia de conteúdo muito interessante. Assim eu descrevi o Scribd até tempos atrás.

Mas agora parece que SCRIBD deixa de ser um grande portal de documentos online para se transformar num espaço único que une o melhor de dois mundos: a reunião inteligente de documentos nos mais variados formatos e a arquitetura centralizada no crescimento de suas comunidades, integrando lógicas comunicativas que se espelham em Twitter e grandes redes sociais (orkut, facebook).

O grande mérito das recentes alterações no layout do site, no seu modus operandi e na sua organização hipermidiática é, sem dúvidas, um grande marco para portais colaborativos.

Sem exageros, pode-se dizer que o SCRIBD é para o mundo dos portais colaborativos o que o Google foi para o mundo dos buscadores. Conciliar, de maneira redonda, com uma arquitetura de usabilidade impressionando, todo o mundo de informações, serviço apurado de busca, rede social e gerenciador inteligente e abrangente de arquivos como o Scribd faz não é tarefa fácil. E ele o faz com excelência.

Não é a primeira vez que falo do Scribd no MeioDigital e, provavelmente, não será a última.

Continuemos a observar o crescimento do site e seu modo inteligente de unir as volúveis demandas da Internet em uma grande plataforma de documentos.

Digo

O Retorno à Aventura Fantástica

trineTRINE é, sem dúvidas, um dos jogos mais gostosos de se jogar dos últimos tempos, merecedor, incontestável, do prêmio de Melhor Jogo, pela Escolha dos Editores na E3 2009 (maior evento do entreternimento eletrônico do planeta).

Altamente lúdico, com uma engenharia fantástico, trilha sonora envolvente e um nível de jogabilidade até então, particularmente, visto apenas em jogos muito complexos e pesados, como Oblivion IV e Mount & Blade, TRINE permite uma profunda revitalização no mundo dos jogos de aventura.

Inspirado em no clássico Three Vikings, Trine reinaugura o estilo de aventura com um único protagonista que armazena três personagens distintos.

Em Three Vikings cada um dos vikings possuía uma habilidade especial, como luta, defesa e movimentos especiais.

Em Trine o jogador governa:

  • Uma elfa com grande agilidade, possuidora de uma corda de escalada e um arco e flechas;
  • Um guerreiro com grande força, capaz de atirar objetos a grandes distâncias e destruir os inimigos com sua espada e/ou marreta, além de também utilizar um escudo que o protege da maioria dos desafios;
  • Um feiticeiro que tem o dom de criar objetos, como caixas e baras de ferro de variados tamanhos, além de poder criar poderosos triângulos que levitam e, uma vez fixados nos pontos certos, servem para as mais variadas funções. Além desses poderes, ao mago cabe o poder de levitar coisas, podendo acertar inimigos com elas ou transpor terrenos perigosos.

O enredo de Trine é o seu ponto mais forte, seguido de perto pela qualidade sonora e, principalmente, pela riqueza de seus cenários e mecânica de jogo, com níveis de gravidade e realidade muito instigantes.

Uma excelente pedida para quem gosta de jogos de aventura que misturam puzzles e ação em plataformas bidimensionais que dão aula de qualidade e diversão nos mais sofisticados jogos tridimensionais da atualidade.

Os desafios jamais se repetem e, a cada avanço, a dificuldade das tarefas necessárias aumenta significativamente.

Documento Histórico Digitalizado

Uma grande novidade para o mundo cristão é a recente digitalização quase total do CODEX SINAITICUS. A idéia dos idealizadores do projeto de digitalização é conceder aos estudiosos e ao público a possibilidade de terem acesso às páginas do documento, de maneira que todos possam compartilhar de suas informações sem danificar o documento (cuja antiquidade apresenta uma série de obstáculos à sua integridade).

Apesar dos internautas não poderem colaborar com traduções e trabalhos em torno do documento, torna-se uma verdadeira fonte de conhecimento sobre as raízes da Cristandade.

- Acesso à página do Projeto de Digitalização -

__________________codex

Escrito no Séc. IV, o CODEX SINAITICUS (Wikipedia) é um documento de importância inestimável, uma vez que é nada menos que um dos poucos originais, escritos à mão da Antiga Bíblia Grega.

Apesar de algumas partes faltarem, o Codex Sinaiticus conta com trechos completos e muitas ‘passagens’ novas, além de possuir frases de interpretações diferentes das atualmente mantidas na Bíblia Moderna. Algumas palavras encontradas em trechos semelhantes foram removidas ou omitidas na Bíblia Moderna, de modo que o texto pode encontrar sentidos distintos ante as várias interpretações atualmente disseminadas.

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Os parceiros atualmente envolvidos na difícil missão de trazer o CODEX ao conhecimento público são os atuais mantenedores de suas partes:

Por quê o Twitter é considerado Web 2.0?

[em 140 caracteres]

@evasques: Talvez porque permita a interação direta entre uma marca e seu público, sem intermediários.

@alexprimo: A arquitetura de participação do Twitter, que motiva a interação em rede, é uma das principais razões.

@exucaveiracover: Só respondo perante meus advogados. [esse cara é doido assim mesmo]

@gpavoni: Web 2.0 é só um marco para a popularização [da Internet]. Mesmo assim, de um cenário global que tem dicotomias locais.

Demarcação Estrutural e Demarcação Conceitual

Mesmo com os exorbitantes números de páginas existentes na Internet atualmente, é fato que grande parte do acesso acaba por se concentrar em grandes sites ou grupamentos de sites, geralmente estabelecidos a partir de identidade, alcance global e inovação.

Como destaques de sites que se transformaram em verdadeiros domos informacionais, podemos apontar aqueles que no passado eram agregadores naturais de internautas: os sites de antigos provedores de acesso que ainda mantém grande parte dos utilizadores da rede no país. Com a visitação condicionada, naturalmente aos seus domínios, estes sites passam de mera referência inicial para agregadores de conteúdo para todos os públicos.

Em torno destes sites, milhões e milhões de usuários estabelecem seu contato com o mundo virtual.

Os domos caracterizados por alcance global são domínios que ultrapassam as fronteiras culturais e se estabelecem a partir da fidelização de públicos amplos, geralmente atraídos por serviços vinculados a entretenimento e comunicação, como os gigantes que reúnem ambas características, como YouTube e MySpace, por exemplo.

Sites inovadores podem sofrer do efeito hype ou não. Alguns, inclusive, são apontados como futuros hypes, mas emplacam e garantem seu espaço. Impossível não citar o Twitter, cujo fenômeno tem dominado a mídia global. Apesar de muita gente indicar que o grande fluxo de novos usuários neste serviço o configura como rede em expansão, muitos outros, ainda céticos, apostam que não passará de mais um hype.

A Estrutura

A organização destes sites como Domos pode ser percebida em dois aspectos distintos e não necessariamente simultâneos.

  1. Estrutural
  2. Conceitual

Para explicar melhor tais pontos, entendamos que a Cartografia da Informação, conceito desenvolvido pelo prof. Jorge Rocha, oferece-nos o melhor ângulo para uma aproximação, ao passo que a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, oferece-nos a melhor idéia de cenário.

Assim estabelecido, entendamos que, para a Cartografia da Informação, faz parte do modus operandi informacional hipermidiático o elemento de ruptura estrutural, ou seja, ante o infinito fractal de informações oferecido pela Internet, estabelecer as melhores articulações narrativas é uma tarefa que demanda a ruptura da narrativa herdada dos demais veículos.

Um número crescente de fontes e frentes de informação oferece um arcabouço cada vez mais complexo para a articulação da informação. Ignorar estas informações e priorizar aquelas que compartilham de um mesmo domínio, pólo informacional, é uma das ações mais características do domo informacional estrutural.

O Conceito

Para além da questão estrutural, ainda há a territorialidade conceitual, estabelecida a partir de um processo mais amplo de demarcação, que contempla não tão somente as especificidades informativas de um ou mais sites, mas avança na capacidade perceptiva da audiência em relação à noção de espaço permitida na Internet.

Assim, é importante lembrar que uma vez que determinados procedimentos e protocolos são estabelecidos consensualmente, voluntariamente ou involuntariamente, há uma generalização de sua proposta, que se espalha quase que viroticamente por todas as comunidades espalhadas mundo afora.

Esta demarcação territorial conceitual é a grande responsável pela percepção contemporânea de que as muralhas do grid de serviços do Google dão conta de toda a expansão explosiva da rede. A partir deste ponto de vista, joga-se alguma luz sobre a sensação de que toda operação realizada no mundo virtual passa, de alguma maneira, pelos domínios Google, assim como no passado passou pelo Yahoo!, Cadê?, UOL, Terra e tantos outros.

Domos Informacionais

A partir da assimilação destes conceitos, caminhemos para uma análise mais ampla da própria idéia de Domo Informacional.

Como domínio organizado, o site que se estabelece como domo, é agregador de conteúdo em subdomínios, que, por sua vez, organiza estruturalmente centenas (e até milhares) de páginas. Ao redor destas páginas e seus subdomínios estabelecem-se comunidades informacionais que podem ser organizadas (fórum, comunidades de redes sociais, etc.) ou não (sistemas de comentários que não criam ambientes participativos permanentes).

Levando em consideração as políticas extremamente rigorosas de tais domos em relação à abertura exigida pela Cartografia, percebemos então que o motivo que os mantém em constante movimento ainda é sua presença ativa na percepção da audiência bruta, por presença global, inovação ou identidade territorial. E o que os mantêm como centralizadores de narrativas, de articulação do conhecimento e inibidores do próprio caráter libertário da web é sua capacidade de consagrar-se como território pétreo, resquício de um momento fetal da Internet, altamente assimilador e reprodutor das práticas massivas do mainstream.

No entanto, é importante que a Web 2.0 seja encarada não apenas como conjunto de variáveis e protocolos pré-estabelecidos, mas sim como perspectiva criativa e desafiadora dos padrões centralizadores da mídia que ainda se adapta às particularidades da Internet, e convulsa ante seus obstáculos.

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A Dimensão do Impacto

deepDe acordo com texto publicado no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Minas Gerais, Sérgio Murilo Andrade, presidente da FENAJ, disse que, sobre a decisão do STF, ainda não há idéia sobre a dimensão do impacto.

Mas podemos ter idéia da dimensão do impacto, com certeza.

Uma onda de interessados em ganhar status e fama por assinarem seus nomes em veículos de comunicação assolará o cenário profissional do Jornalismo. Haverá excesso de oferta, queda generalizada no valor dos salários, nas condições de trabalho, na qualidade do trabalho e, óbvio, na seriedade da informação.

Para provar isso basta observarmos uma série de ‘revistas’ que circulam no Interior. São páginas e mais páginas escritas por um conjunto de colaboradores que só falam de moda, veículos, festa, coluna social, nutrição, televisão (novelas) e, geralmente, a matéria especial fala de coisas piores, como a nova performance de um determinado grupo musical.

Nada contra esse tipo de trabalho, mas convenhamos que isso passa longe do tipo de trabalho que um jornalista deve exercer. Qualquer que seja o assunto tratado por ele, criticidade histórica é um ponto primordial.

É claro que nem todos os jornalistas são guiados por ideais nobres e ligam para a importância de seu trabalho, e muitos que o fazem ainda são censurados em seu ambiente de trabalho por interesses externos/empresariais que colocam na balança seu dever e sua sobrevivência profissional.

Esse cenário será agora potencializado por a onda de contratações que podem abalar as estruturas profissionais daqueles que pretendam fazer jornalismo sério e transformar o que já era complicado em um caos absoluto.

Está mais que provado que as empresas de comunicação querem é o que gasta menos e abrem mão, sim, da qualidade em detrimento do menor salário. Vejamos o que acontece de hoje em diante. E vejamos o quão sensatos nossos ministros do STF realmente são.

Muita gente fala que a qualidade do jornalista não é dada pelo curso, mas, o curso ainda era um filtro. Agora, sinceramente, não tenho certeza da segurança dos parâmetros de qualidade, ante as ondas avassaladoras de ‘novos parâmetros’ que estão por vir.

Liberdade de Expressão ou Libertinagem de Expressão?

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