DIÁSPORA*

Há alguns meses o amigo Lucas Morais, editor do Diário Liberdade apresentou-me o projeto DIASPORA(https://joindiaspora.com/). De imediato achei a ideia muito interessante, principalmente por se tratar de um projeto coletivo voltado para o coletivo. Isso soa tão coerente com os conceitos que, ao meu ver, são pilares da Internet.

De todo modo, “descentralização” e “horizontalização” deixaram de ser(ou sequer chegaram a se tornar) perspectivas de projetos realmente voltados para a comunidade online. Desde a vinda do Orkut, todos os projetos de redes sociais não passaram de propostas unilaterais que contavam com grandes investimentos estruturais e sistemas de alta performance pouco customizáveis que submetiam os usuários às políticas (muitas vezes questionáveis) do ‘mantenedor’ da estrutura.

O próprio Zuckerberg (criador do Facebook) enfrentou problemas com autoridades, público, usuários, parceiros, empresas e anunciantes, quando do vazamento de informações que apontavam para a ‘venda’ velada de informações ‘sensíveis’ dos usuários do site para grandes anunciantes.

Mas quando recebi o convite para o DIASPORA, ainda em fase de desenvolvimento, senti-me muito à vontade para explorá-lo melhor. Primeiro pelo fato de o sistema ser similar a outros, o que, de fato, facilita o aprendizado de sua lógica de imersão e funcionamento. Segundo pela proximidade que consegui com pessoas diretamente ligadas ao desenvolvimento do site.

E foi assim, em ‘poucos cliques’ que consegui me inteirar da proposta louvável do Projeto DIASPORA. Proposta esta que compartilho com vocês.

DIÁSPORA*

Parafraseando o blogueiro Jason Paul (http://jasonpaul.net/2011/10/the-promise-of-diaspora/), um dos parceiros da comunidade de desenvolvedores do DIASPORA:

Now that the dream is in alpha reality and I have joined the network I can tell you that Diaspora is not exactly an alternative to Facebook (although for some it is). What I’ve come to realize is that Diaspora represents the future of social networking.

Agora que o sonho está em realidade ‘alfa’ e eu entrei para a rede, posso contar-lhes que Diáspora não é exatamente uma alternativa ao Facebook (apesar de ser para uns). O que eu percebi é que Diáspora representa o futuro das redes sociais. (tradução livre)

Essa percepção de Paul vem do universo de possibilidades que DIASPORA abre a quem quer fazer crescer e se desenvolver a rede. Sua proposta é abrangente. Sua organização é liberta. Seu código é um convite. E sua estrutura é aberta.

Mas ainda há um longo caminho a se percorrer, e o que anima, pelo menos no meu caso, um confesso entusiasta dos movimentos livres da Internet, é ver que há muita disposição em transformar DIASPORA num projeto muito maior.

PRINCIPAIS PONTOS

Em um primeiro momento um desavisado acharia a arquitetura e o modus operandi de DIASPORA muito similar a uma mescla de Facebook e GooglePlus (G+). De fato há sim uma grande similaridade, principalmente no aspecto estético.

No entanto, em termos de proposta, DIASPORA se desenvolve em linha diametralmente oposta aos dois ‘concorrentes’ supracitados. E essa caminhada em sentido oposto é favorecida por três principais pontos:

Arquitetura Descentralizada: PODs

Quer ter certeza que suas informações não estão sendo utilizadas por ninguém? Que tal ter seu próprio servidor?

Este pode ser um cenário improvável para a maior parte dos projetos orientados ao enriquecimento de seus donos, como é o Facebook, mas, no caso de DIASPORA, a própria audiência é encorajada a ter servidores próprios, os chamados PODs.

Talvez seja neste momento que o alcance de um sistema de rede social descentralizada (até então apenas uma possibilidade) aconteça. Assim, além de estarem em um mesmo patamar interativo, pessoas, entidades, empresas, instituições, etc. estão também em um mesmo patamar estrutural.

Anos atrás questionei a possibilidade da tão enaltecida ‘liberdade online’ se toda a estrutura onde esta se desenrola estava fadada ao controle de uns e outros. Com a arquitetura de pods viabilizada pelos criadores de DIASPORA, o controle da estrutura está, pela primeira vez, de fato, nas mãos da comunidade.

Código Aberto

Quem quiser colaborar com o código pode fazer isso. DIASPORA é mantido em código aberto, de modo a permitir atualizações e alterações vindas de sua própria comunidade. Este tipo de procedimento aumenta a segurança da aplicação por dificultar o alcance de ameaças destinadas a ataques em massa, ou seja, quanto mais específico e personalizado for o código, mais difícil para um programa nocivo, vírus ou worm infectá-lo.

Além disso, tal qual pode-se ver em plataformas como o WordPress, toda a comunidade ganha com as seqüentes atualizações do código e o desenvolvimento de outros programas e aplicações livremente.

Comunidade de Desenvolvedores e Utilizadores

Quais outras redes sociais estão abertas à ação da sua comunidade? Em DIASPORA há uma grande projeto acontecendo, que vai, pelo menos por agora, além da simples participação da rede.

Há um projeto de mundialização da proposta. Pessoas de várias nacionalidades se unem para traduzir o código (comentários) e o site em si. Outros tantos se unem para melhorá-lo constantemente. Outros se unem para pensar em maneiras de divulgá-lo, de melhorá-lo conceitualmente.

Além disso, DIASPORA tem atraído pessoas que, de um modo ou de outro, engajam-se em temáticas emancipadoras, o que permite a cada novo interessado abraçar um projeto em franco crescimento, construído e mantido coletivamente.

Comparação de Jason Paul


Entrevista na íntegra com Yosem Companys, diretor de comunicação do Projeto Diáspora:

1. First of all: tell us about you, what you do in DIASPORA Project.

Max runs the day-to-day operations of Diaspora.

Sarah Mei is the Chief Technology Officer.

Dan runs the products and UI/UX.

Ilya manages privacy, security, and the open-source developer community.

Yosem manages business development, marketing, and grasroots.

Peter Schurman runs communication.

2. What the DIASPORA staff thinks about “Internet” “Online Freedom” and “Social Media”?

Existing social media companies make money by monopolizing your data, selling these data, and serving you targeted advertisements. Monopolies are inimical to freedom. It’s a feudal system: Their your lord and master, and you’re their servant. This is wrong. This is your data, and as an individual, you should have the power to own your own data and do with it what you please.

Diaspora has a unique technology that frees you from this system by enabling you to install the Diaspora software on your own server and thus own and control your own data. In this way, Diaspora enables you to be a modern day Leonardo Da Vinci, where you become your own artist: whatever you create or share belongs to you and you alone. If someone wants to use it for commercial purposes, then they should have to pay you for that privilege.

3. Whats the great idea behind DIASPORA project?

Diaspora’s secret sauce is in it being open-source and decentralized. Some people believe that these are difficult concepts for the mainstream user to understand, but they’re actually quite simple:

• Open-source just means that anyone can see the software code and modify it to make it better. This means that Diaspora has the potential to be more secure than existing solutions, and users can be confident that Diaspora will not place hidden back doors to leak your data to 3rd parties without your permission or consent. Compare this to existing social networks, where you can’t see the software code, and just have to trust them that the code is secure.

• Decentralized means that you have your own personal pod, someone else has their own personal pod, but both pods can still communicate with each other. In doing so, we can guarantee you that you own your data and no one else gets access to it without your explicit permission.

4. Some social media projects are “money oriented”. How can you define the purpose of DIASPORA?

Diaspora is 100% non-commercial, community-run and managed. We listen to our users and build the features they want. Unlike existing social networks, we have no incentive to sell your data or to serve you advertisements.

5. How to keep the project working without ads money?

Making money is only important to us to the extent that it enables the Diaspora Project to become self-sufficient. To this end, we enable you to own your own data, copyright it, and license it to companies you care about in exchange for compensation from them in terms of goods and services. Such a system is entirely opt-in, so you could participate or not, as you see fit.

6. How much “open code” is the project?

The Diaspora project is 100% open. Developers who choose to build applications that run off of Diaspora, however, may choose to make their code closed or open, as they see fit.

7. On the front page of JOINDIASPORA you offer a link teaching users to install their own pods. Can you explain us the the POD idea? How much pods the project have?

A pod is simply a server running the Diaspora software. There are two types of pods — personal pods and community pods:

• A personal pod is one where the network includes you alone, or you and your friends, your family, and/or your colleagues. Personal pods are usually private, so we have no way of knowing how many personal pods exist on the Diaspora social web. That’s the point: You own and control your own data and do with it what you see fit.

• A community pod, on the other hand, is one set up to be public. We have our own at JoinDiaspora, but there are others like Geraspora and Diasporg. Anyone can join these pods, of which there are currently over 20. A full list of pods and their performance can be found at http://podupti.me/ and podup.sargodarya.de.

8. Some people and media call DIASPORA an anti-facebook project. Do you agree with it? Why do you think people say it?

When the media says that we’re the anti-Facebook, it’s usually because they assume that we’re a social network. But we’re actually a social web, not a classic social network. What do I mean by this? A social web is a network of networks, where every person who runs Diaspora software on his or her own pods can still communicate with other pods. That’s quite an innovation for the social networking space.

In this sense, we’re really not an anti-Facebook project at all. Our communication protocols are open and free such that Facebook could continue to provide its service as an open community pod on the Diaspora social web. You know how you can send an email from Gmail to Yahoo, and vice versa? That happened because the World Wide Web tore apart AOL’s early monopoly in that space. But you still can’t do that on social networking today, say sending a status update from Facebook to Google+, and vice versa. We’re working to make this vision a reality. Diaspora’s communication protocols make it possible for Google+ users and Facebook users to connect to each other. Of course, it’s unlikely that these companies will choose to participate in the short term because we’re a fairly young organization and because these companies have an incentive to keep your information walled up so they can make money off of it. Information wants to be free, but if these companies allow your personal information to be free, they will lose their ability to make money.

9. DIASPORA borns where other have failed?

I think the key difference between Diaspora and other projects is that we’re really a community of people trying to reinvent the social web. We’re supported by donations, we have more than 130 open-source developers, which ranks us among the top 2% of all open-source projects. We have hundreds of grassroots volunteers, blogging, spreading the world, providing support, and so on. We all have a passion to change the social networking space, and as long as we work together, we will prevail.

10. Whaths the DIASPORA Project’s future? Did you ever received any “commercial” approach? How will you deal with it?

The Diaspora project will always be non-commercial. But many will be able to build commercial applications that work off of Diaspora in the same way that others have done for Linux.

Diário Liberdade

Portal anticapitalista de notícias da Galiza e países Lusófonos, o Diário Liberdade é um dos maiores achados em termos de informações qualificadas e fomentação de bons discursos na Internet. Textos oriundos de vários sites/blogs jogam novas luzes sobre assuntos até então quase sempre contidos nos filtros do Newsmaking e Agenda Setting.

Apesar dos idiomas serem lusófonos, o conteúdo é voltado para todo o mundo, distribuindo-se em Galiza, Portugual, Brasil, África/Ásia, Mundo, Opinião, Entrevistas e Audiovisual. A plataforma é o querido Joomla! e a vida do DL corre nas mãos de seus incansáveis editores e colaboradores.

Mantido gratuitamente, feito em Joomla!, com rica e vasta colaboração gratuita e sempre antenado aos discursos políticos, econômicos, científicos, filosóficos e culturais dos povos lusófonos, nenhuma palavra descreve melhor essa louvável iniciativa que libertário!

Parabéns ao pessoal do DL e ao meu amigo imerso nessas águas, o @Luckaz

Manda quem pode… e pode por quê?

Imbróglios como o que envolve atualmente Julian Assange e o Wikileaks não são necessariamente novos. Basta lembrar que a batalha travada entre The Pirate Bay e a indústria fonográfica também contou muitos “mortos e feridos” entre aqueles que bravamente se posicionaram, de um lado ou do outro da questão.

Mas o que é novidade na situação enfrentada por Assange, Wikileaks e milhares de outras pessoas pró-WikiLeaks é a inevitabilidade do embate com peões recrutados pelo poder estrutural dos EUA no que se refere à Internet de maneira geral.

Sites como PayPal e Amazon são referências na Internet. Não apenas por terem alçado vôo em inovações tecnológicas que revolucionaram certas práticas no mundo digital, mas também por terem se transformado em gigantes parcialmente responsáveis pelos movimentos tectônicos da rede mundial de computadores.

Tectônicos por terem impacto em toda uma superfície supercapilarizada de milhares de outros sites e indivíduos que fazem uso de seu suporte ou de seus serviços de modo quase natural. Para muitos, pagar via PayPal é tão natural quanto pagar com um cartão de débito nas compras do dia-a-dia.

Assim, estruturalmente, decisões tomadas no back-end da Internet interferem diretamente nos interesses da superfície, como pudemos observar de camarote nas ações tomadas por estas empresas em relação à sua presença online e ao interesse de superestruturas que, por deterem um poder material e estrutural, sentem-se no direito de intervir como bem entendem em variados níveis da rede.

Como reportado pelo próprio PayPal, uma pressão externa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, forçou o site a abrir mão de todos os direitos concedidos ao Wikileaks como utilizador de seus serviços. Antes de qualquer tipo de julgamento ou condenação referente ao Wikileaks (e não às ações de Julian Assange que, ainda que contestáveis, tramitam em separado na Corte Sueca), ele já era sumariamente executado pelos peões do jogo.

O que se viu foi uma forte manifestação de vontade, alicerçada pela posse e controle da estrutura da rede, de um governo que deseja o fim do Wikileaks. Insensível à percepção do resto do mundo dos “favores” feitos pelo Wikileaks à comunidade internacional, o Paypal, assim como outros sites, preferem partir de seus próprios julgamentos (feitos com “evidências” fornecidas por uma das partes interessadas) para fulminar a presença de um de seus clientes na Internet.

Ora… Serviços como o do Paypal são de grande importância para milhares de iniciativas que dependem da ajuda do público, principalmente com doações, que podem ser de 1 dólar a centenas de milhares. A grande questão é que o serviço foi comodamente e convenientemente alinhado a uma idéia de “mau uso” de acordo com quem? Com o PayPal ou com o governo dos EUA?

A discussão que tem que ser feita é:

Manda quem pode… mas pode por quê? Quem garante tal poder?

Akismet e WordPress

Apesar de servir muito bem à vasta comunidade de utilizadores do WordPress.com (http://www.seublog.wordpress.com), o Akismet ainda guarda algumas falhas em relação à grande comunidade de utilizadores do WordPress em sua verão self-hosted.

Problema desse tipo eu tive hoje, quando fui verificar a dashboard de um site que coordeno, que trata de jogos e rpg. Havia cerca de 4500 comentários spam para serem aprovados. A ferramenta de exclusão de comentários apagava de 20 em 20. Era quase trágico.

Resolvi verificar o Akismet e ele estava dando erro no meu site. Nenhuma mensagem notificando deste erro foi enviada e percebi então uma falha grave nas engenharias do WordPress no que é referente à interação entre a base de dados, os plugins e o administrador. O preço de tal não-notificação foi a chegada de milhares de comentários disseminadores de urls perigosas e suspeitas. Isso com certeza colabora para a entrada do blog em questão em listas negras e congêneres.

O único jeito de resolver o problema ante a incapacidade do WordPress em fazê-lo foi acessar o PhpMyAdmin e deletar diretamente na tabela de comentários do blog. E isso não foi muito difícil.

Mas convenhamos que para um sistema que promete aproximar leigos de interfaces administrativas cada vez mais intuitivas e completas esse tipo de situação deveria ser, no mínimo, o primeiro passo a se considerar.

Google e Orkut: Pedra no Sapato

O Orkut é brasileiro, mas o Google não!

Na batalha das grandes Redes de Relacionamento, o Orkut teve um papel pioneiro, criando conceitos e paradigmas de estabelecimento de estruturas sociais e dinâmicas que foram copiados à exaustão por variados empreendimentos na Internet. Alguns deram certo, outros não.

A partir daí a idéia foi sendo lapidada como o fez o MySpace e o Facebook, que visam grandes públicos, e o Linkedin e o brasileiro Via6, que visam públicos específicos.

Tais lapidações e aperfeiçoamentos fizeram a idéia de ‘Rede Social’ se transformar em um conjunto de possibilidades interacionais que poderiam receber os mais diversos suportes e plataformas virtuais, integrando-se com outras iniciativas online (como faz muito bem o Facebook).

Então pensemos: onde foi parar o Orkut nessa história toda?

Atualmente dominado pela presença dos brasileiros, o Orkut parece ter se transformado em uma plataforma ambígua para os projetos globais do Google. O que me leva a essa percepção do Orkut é sua força na comunidade brasileira e sua fraqueza no cenário internacional.

Mas por que o Orkut é uma pedra no sapato do Google em níveis globais?

Simples. Sistemas de redes sociais ainda são uma grande jogada na Internet. Fazer deles sistemas cada vez mais dinâmicos, integrados e funcionais é uma grande opção para alavancar grandes projetos publicitários e, portanto, transformá-los em fonte de receita e bastiões de presença na Internet.

Com toda sua força e inovação, o Google poderia muito bem lançar um grande sistema de rede social inovador, que acople as idéias mais recentes e seja altamente competitivo em relação aao cenário global (foco de atuação dos projetos universais do gigante das buscas). Mas… o que fazer com o Orkut?

Para lançar um novo projeto de rede social, o Google teria que abrir mão do Orkut. E como fazer isso sem incomodar a enorme comunidade de brasileiros que vê no Orkut seu maior abrigo na Internet? Como lançar uma ferramenta competitiva levando em consideração a força do Orkut numa comunidade de usuários da Internet em franco crescimento?

Para tentar remediar sua posição de mero observador e mantenedor do Orkut, o Google vem lançando iniciativas que o façam gerar receita, como as publicidades e futuras possibilidades de integração com outros métodos publicitários.

Mas como não perder o timing das redes sociais diante deste problema?

Mais fácil imaginar que o Google tente mudar o foco das redes sociais, criando o terreno onde possa fazer nascer um sistema global, que torne, com o tempo, o Orkut obsoleto até mesmo para os brasileiros, e leve todo o fiel público brasileiro a outros mares digitais por opção, e não por imposição.

O que você acha disso?

Review: SCRIBD

Usabilidade 100%

Lembro-me do início do SCRIBD. scribd

Ótima idéia, aliada a uma engenharia de conteúdo muito interessante. Assim eu descrevi o Scribd até tempos atrás.

Mas agora parece que SCRIBD deixa de ser um grande portal de documentos online para se transformar num espaço único que une o melhor de dois mundos: a reunião inteligente de documentos nos mais variados formatos e a arquitetura centralizada no crescimento de suas comunidades, integrando lógicas comunicativas que se espelham em Twitter e grandes redes sociais (orkut, facebook).

O grande mérito das recentes alterações no layout do site, no seu modus operandi e na sua organização hipermidiática é, sem dúvidas, um grande marco para portais colaborativos.

Sem exageros, pode-se dizer que o SCRIBD é para o mundo dos portais colaborativos o que o Google foi para o mundo dos buscadores. Conciliar, de maneira redonda, com uma arquitetura de usabilidade impressionando, todo o mundo de informações, serviço apurado de busca, rede social e gerenciador inteligente e abrangente de arquivos como o Scribd faz não é tarefa fácil. E ele o faz com excelência.

Não é a primeira vez que falo do Scribd no MeioDigital e, provavelmente, não será a última.

Continuemos a observar o crescimento do site e seu modo inteligente de unir as volúveis demandas da Internet em uma grande plataforma de documentos.

Digo

Codex Sinaiticus

Documento Histórico Digitalizado

Uma grande novidade para o mundo cristão é a recente digitalização quase total do CODEX SINAITICUS. A idéia dos idealizadores do projeto de digitalização é conceder aos estudiosos e ao público a possibilidade de terem acesso às páginas do documento, de maneira que todos possam compartilhar de suas informações sem danificar o documento (cuja antiquidade apresenta uma série de obstáculos à sua integridade).

Apesar dos internautas não poderem colaborar com traduções e trabalhos em torno do documento, torna-se uma verdadeira fonte de conhecimento sobre as raízes da Cristandade.

- Acesso à página do Projeto de Digitalização -

__________________codex

Escrito no Séc. IV, o CODEX SINAITICUS (Wikipedia) é um documento de importância inestimável, uma vez que é nada menos que um dos poucos originais, escritos à mão da Antiga Bíblia Grega.

Apesar de algumas partes faltarem, o Codex Sinaiticus conta com trechos completos e muitas ‘passagens’ novas, além de possuir frases de interpretações diferentes das atualmente mantidas na Bíblia Moderna. Algumas palavras encontradas em trechos semelhantes foram removidas ou omitidas na Bíblia Moderna, de modo que o texto pode encontrar sentidos distintos ante as várias interpretações atualmente disseminadas.

__________________

Os parceiros atualmente envolvidos na difícil missão de trazer o CODEX ao conhecimento público são os atuais mantenedores de suas partes:

Blog da Petrobrás

Mais um comentário.

Ainda não entendi o motivo de tamanho incêndio criado pela mídia em relação ao posicionamento público da Petrobrás ao criar o Blog Fatos e Dados para apresentar mais informações acerca dos questionamentos que a empresa vem recebendo diariamente da Imprensa.

Qual é o problema, afinal? Falemos sério.

Já vi todos os tipos de reclamações da imprensa. No Blog do Noblat, Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da Revita VEJA, em um artigo de título ‘Blog da Petrobrás – censura criativa, mas censura’ , disse que tal tipo de atitude só poderia ser tomada em casos que envolvessem relações internacionais e tensão política e militar entre duas nações. Isso beira o absurdo.

Uma posição de força dessa natureza, a meu ver, só faria sentido se fosse iniciativa de uma nação estrangeira contra jornalistas brasileiros em uma situação de guerra externa. Não é esse o caso.

Ora! Sou jornalista. Não atuo nos meios convencionais, mas jamais deixei de exercer meu posicionamento crítico e jamais deixei de fazer crítica aos meus próprios projetos e trabalhos de relevância jornalística.

Em uma situação como essa poderia estar frustrado, até ofendido. Mas, infelizmente, meu bom senso não me permitiria arrastar essa conversa para tempestades de festim. Caberia, ante esta iniciativa avassaladora da Petrobrás, fazer as perguntas certas e insistir em acompanhar suas respostas que deverão ser públicas.

Esse mesmo jornalista da VEJA chega a dizer que a Petrobrás deveria gravar suas respostas e, ‘caso houvesse distorção’ por parte de um veículo de imprensa, a empresa deveria publicar a informação mostrando a resposta autêntica. Mas convenhamos… Em um país onde a Imprensa julga antes do próprio Poder Judiciário, seria esta atitude ‘elegante’ a mais saudável para com o respeito ao povo brasileiro?

Esperar a mídia divulgar para depois, do furacão já semeado, lutar contra o tempo e a massificação do pensamento? Por que não deixar que o leitor faça este julgamento? Que caráter paladinesco é este que a Mídia conclama para si? E quais atos provam estes firmes ideais?

Nunca um canal aberto com o público foi tão decisivo como este blog da Petrobrás pode ser em uma situação pré-CPI.

O apoio das pessoas à atitude do Blog Fatos e Dados é gigantesco. Apesar de a mídia tentar ofuscar o que acontece, é inegável que o apoio ao blog não vem cravado somente no dito blog. Em vários pontos da blogosfera e da twitosfera. Muita gente discutindo criticamente. Muita gente querendo ver no que vai dar tudo isso. De uma coisa todos têm certeza, alguém terá que ceder e quem o fizer deve se preparar para as vastas conseqüências.

Em tempos  de uma CPI da Petrobrás é bom lembrar que não há espaço para maniqueísmo e que nesta história não há São Jorge nem Satanás.

O QUE VOCÊ ACHA DA ATITUDE DO BLOG DA PETROBRÁS?

Comentários: Blog da Petrobrás

Sobre o Blog da Petrobrás

Posto abaixo ambos os comentários que postei no blog da Petrobrás e no blog do Träsel, sobre o caso ‘BLOG PETROBRÁS x MAINSTREAMING’

Os links levam aos posts que geraram tais comentários.

Vale lembrar que adaptei o texto para evitar confusões entre a ‘ambientação da opinião’.

[COMENTÁRIO NO BLOG DA PETROBRÁS]

Parabéns à Petrobrás pelo espaço.
A clareza das informações e o palco organizado em seu blog para o debate, a eficiência no intermediar das opiniões e prontidão para avançar no desenrolar dos fatos fazem da equipe por trás do blog uma equipe realmente ciente das potencialidades práticas, jornalísticas e emancipadoras que se pode alcançar com projetos sérios na Internet.

O blog é simples e preciso, dinâmico e organizado. Conteúdo articulado, com definições claras sobre comentários e política do site.

Quanto às informações aqui apontadas pela Petrobrás, lembremos que somos todos fiscais e, em caso de dúvida, basta-nos articular as ações necessárias para verificar e/ou exigir a verificação e autenticação destas informações pelos meios cabíveis, inclusive necessariamente cedidos pelo Estado.

Ciente do teor do próprio material inserido em seu blog, a Petrobrás entra no tudo ou nada, provando a autenticidade de seus fatos e dados ou correndo o risco de falhar catastoficamente ante um público formador de opinião, principalmente sobre as miras telescópicas da mídia que observa cada um de seus passos em busca de um ponto fraco, ou de uma brecha que possa detonar uma fraude ou coisa do tipo, caso haja má-intenção nesta ação pública de empresa.

Vejamos quem está com a razão. De uma maneira ou de outra, um dos dois, Petrobrás ou a Mídia que a ataca, cederá. E quem o fizer estará em maus lençóis.

Fiquemos de olho!

[COMENTÁRIO NO BLOG DO TRÄSEL]

A Petrobrás tem todo o direito de responder publicamente, ipsis literis, toda e qualquer pergunta a ela direcionada, principalmente tratando-se da Imprensa Formal, cujo objetivo, em tese, é transparecer à população tais respostas, alinhando-as com Críticas sérias e profundas. Assim se faz a democracia, em teoria. Em teoria.

Sou jornalista e não acho nada errado, nem imoral, nem sacanagem, manter este espaço. Cabe à mídia sair do marasmo de colher dados brutos e torcê-los. Cabe à mídia fazer análises críticas destas respostas divulgadas e, dentro do (possível) espirito investigativo, levar adiante pontos não contemplados nas respostas, inquirindo-os e cobrando mais informações, mesmo que a Petrobrás venha a responder em seu blog ou qualquer outro canal virtual/digital.

Isso é transparência. Jogo aberto. Cara a cara.
Se a Petrobrás tem o blog para responder, façamos as perguntas certas. Se ela tem algo a esconder, quando sofrer um xeque-mate, será enforcada com a própria corda. Caso contrário, à Mídia resta manter a cobrança, a prudência, a criticidade e o compromisso com o povo.

___________________________________________

Acompanhemos o desenrolar destes ‘FATOS E DADOS’ e o impacto disso na mídia. Muitas máscaras estão por cair, de ambos os lados. Mas, lembremos que, independente de onde vêm às informações, cabe a nós analisá-las CRITICAMENTE e não como mera informação enciclopédica.

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