Ciranda de Textos

ciranda1A versão sétima da Ciranda de Textos acontecerá em breve. Ajude-nos na seleção do tema e participe. Acesse o link abaixo e no campo comentário registre seu nome e blog e sua sugestão de tema.

As sugestões atuais são:

  • Campus Party 2009: Revisões
  • Barack Obama e a Internet: Valorização de novos canais.
  • Web 2.0.: Naufrágio à beira-mar!

- Inscrição e Sugestões: CLIQUE AQUI! –

Campus Party 2009: Templo da Cultura Geek

Apesar de ainda não ter me informado completamente sobre os acontecimentos da Campus Party 2009, acontecida nos últimos dias em São Paulo/SP, posso dizer que já li gente reclamando de desorganização, de repetição dos temas do último evento e instabilidade nos serviços oferecidos para os campuseiros.

Ao mesmo tempo ouvi e li gente elogiando o evento e sua organização, assim como ouvi e li comentários em alguns lugares onde a iniciativa do Campus Party não foi apenas enaltecida, como sugerida como exemplo para outros eventos no Brasil.

Mas o que mais percebo por aí é uma Imprensa Mesquinha, que garimpa polêmicas por entre os mínimos detalhes e mergulha em discursos confusos criticando coisas que mal conhecem. Ainda não entendi porque as duas edições da Campus Party, foram, de certa maneira, alvejadas por franco-atiradores da imprensa brasileira.

Talvez este seja o tema de uma próxima Ciranda de Textos.

#CampusPartyBR: Debate Interessante – Mídias Sociais

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Já era de se esperar. O debate sobre o avanço da internet no campo das comunicações e a quebra de paradigmas foi interessantíssimo. No palco principal do Campus Party Brasil, na Bienal do Ibirapuera, sentaram-se à mesa Heródoto Barbeiro, Pollyana Ferrari, Jorge Rocha, Carlos Cardoso, Ethevaldo Siqueira, Fabiana Zanni, entre outros, da grande imprensa e da blogosfera.

Jornalistas de peso como Ethevaldo Siqueira e Heródoto Barbeiro levantaram questionamentos interessantes sobre o futuro das redes sociais de comunicação e o papel da participação da audiência no novo modelo de publicação de conteúdo, possibilitado pelas conquistas da web2.0. Enquanto isso alguns blogueiros reivindicavam a falta de atenção com a qual estes mesmos avanços têm sido tratados pelas iniciativas brasileiras. Ainda foi citado, por exemplo, como as novas potencialidades da publicação de informação (sob o estandarte do jornalismo participativo) são levadas com grande timidez pelos grandes grupos de comunicação.

À excessão de Pedro Dória, que preferiu bancar o profeta e ficar em cima do muro em todas as questões, fato que gerou certo calor nas discussões, quando alguns blogueiros apontavam claras contradições na suas opiniões, a participação de todos foi de grande estímulo para se pensar as mudanças que estão por vir. Quando questionado, inclusive, sobre jornalismo colaborativo, Dória simplesmente gesticulou informando não ter nada a dizer. Aparentemente só interessa a alguns blogueiros serem identificados na web e não, necessariamente, fazer algo de útil para ela e a comunidade web.

Apesar do encontro, percebe-se que ainda existe uma grande rachadura entre blogueiros e grande imprensa, fato que merece uma outra análise.

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