A Dimensão do Impacto

deepDe acordo com texto publicado no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Minas Gerais, Sérgio Murilo Andrade, presidente da FENAJ, disse que, sobre a decisão do STF, ainda não há idéia sobre a dimensão do impacto.

Mas podemos ter idéia da dimensão do impacto, com certeza.

Uma onda de interessados em ganhar status e fama por assinarem seus nomes em veículos de comunicação assolará o cenário profissional do Jornalismo. Haverá excesso de oferta, queda generalizada no valor dos salários, nas condições de trabalho, na qualidade do trabalho e, óbvio, na seriedade da informação.

Para provar isso basta observarmos uma série de ‘revistas’ que circulam no Interior. São páginas e mais páginas escritas por um conjunto de colaboradores que só falam de moda, veículos, festa, coluna social, nutrição, televisão (novelas) e, geralmente, a matéria especial fala de coisas piores, como a nova performance de um determinado grupo musical.

Nada contra esse tipo de trabalho, mas convenhamos que isso passa longe do tipo de trabalho que um jornalista deve exercer. Qualquer que seja o assunto tratado por ele, criticidade histórica é um ponto primordial.

É claro que nem todos os jornalistas são guiados por ideais nobres e ligam para a importância de seu trabalho, e muitos que o fazem ainda são censurados em seu ambiente de trabalho por interesses externos/empresariais que colocam na balança seu dever e sua sobrevivência profissional.

Esse cenário será agora potencializado por a onda de contratações que podem abalar as estruturas profissionais daqueles que pretendam fazer jornalismo sério e transformar o que já era complicado em um caos absoluto.

Está mais que provado que as empresas de comunicação querem é o que gasta menos e abrem mão, sim, da qualidade em detrimento do menor salário. Vejamos o que acontece de hoje em diante. E vejamos o quão sensatos nossos ministros do STF realmente são.

Muita gente fala que a qualidade do jornalista não é dada pelo curso, mas, o curso ainda era um filtro. Agora, sinceramente, não tenho certeza da segurança dos parâmetros de qualidade, ante as ondas avassaladoras de ‘novos parâmetros’ que estão por vir.

Liberdade de Expressão ou Libertinagem de Expressão?

Bom dia meus amigos e leitores.

Aproveito a manhã deste sábado para apresentar-lhes a reunião de artigos recém-publicados neste blog.

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Em recente post intitulado “Crise de Inovação“, Eduardo Vasques, do blog Pérolas das AIs, faz uma boa discussão sobre o cenário criativo/inovador do mundo dos nossos dias. Ao longo do texto, Vasques informa que alguns conhecidos seus, investidores de venture capital, que buscavam novos projetos para investirem, saíram do evento desanimados e pouco impressionados com o que era apresentado na ocasião.

Em paralelo a esta discussão, eu, Jorge Rocha e o próprio Vasques conversávamos dias atrás sobre o mesmo problema, porém, percebido mais precisamente no “esvaziamento” da Web 2.0.. É enorme o número de sites e serviços na Internet que apenas utilizam novas roupagens para antigos serviços. Coletores de feeds então são os mais abundantes.

No Go2Web20 isso fica evidente. Centenas de sites que oferecem, no final das contas, os mesmos serviços, ou, no máximo, serviços diferentes (e até interessantes), porém, pensados sob a mesma lógica. Este “esvaziamento da Web 2.0.” possivelmente será o próximo tema da Ciranda de Textos.

Há excesso de formatos para falta de conteúdo realmente válido ou o excesso de formatos e a ênfase em tecnologia descompromissada ofusca o conteúdo!

Na Quarta-feira, dia 21 de Janeiro de 2009, o presidente estadunidense Barack Obama encaminhou memorandum aos diretores e chefes de Departamentos e Agências do Executivo, informando sobre uma nova conduta a ser tomada em relação à divulgação de informações.

Eis alguns trechos do documento:

A democracy requires accountability, and accountability requires transparency.
Uma democracia exige responsabilidade, e responsabilidade exige transparência.

In the face of doubt, openness prevails.
Em caso de dúvidas, prevalece a abertura [de informações]!

The presumption of disclosure also means that agencies should take affirmative steps to make information public. They should not wait for specific requests from the public. All agencies should use modern technology to inform citizens about what is known and done by their Government. Disclosure should be timely.
A presunção de divulgação também significa que as agências devem tomar medidas positivas para tornar públicas as informações. Não devem esperar por pedidos específicos por parte do público. Todas as agências devem utilizar tecnologia moderna para informar os cidadãos sobre o que é conhecido e feito pelo seu governo. A divulgação deve ser feita em tempo útil.


Resta-nos saber qual será a real aplicação das especificações e recomendações deste documento.

Conheça a WebMedia Brasil.

Canal Twitter direcionado aos pesquisadores, blogueiros, jornalistas, universitários, publicitários e curiosos apaixonados por Comunicação, Tecnologia e Internet.

www.webmediabrasil.shoutem.com

Desde antes de entrar na graduação em Jornalismo eu já sabia da existência do termo meios de comunicação de massa, mas, sinceramente, jamais poderia imaginar que no encalço dessa alcunha viriam tantos pesadelos. E quando me refiro a pesadelos pretendo ater-me às impressões que até então acreditava estarem apenas associadas à demonologia oriunda dos processos maquínicos e selvagens do capitalismo em sua instância máxima.

Quando comecei a estudar mais sobre os modus operandi do tráfego de conteúdo na Internet, sob a tutela do prof. Jorge Rocha (grande amigo e aliado no alastrar do Império), percebi que existiam duas plataformas, dois palcos distintos, por onde se alinhavam as inserções jornalísticas e conteudísticas na web.

A primeira delas, atualmente dominadora do jeito de se conhecer a web, é aquela que gira em torno dos portais. E sobre seu modo de funcionamento e sobre seus méritos e deméritos falaremos em outro artigo. A segunda plataforma é herdeira do espírito que permitiu o nascimento de idéias e o desenvolvimento de procedimentos que deram outras caras ao mundo internet. Aliás, sinceramente, não sei se seria correto classificá-la como plataforma, uma vez que sua principal característica é a de não se permitir uma padronização de maneira a se encontrar parâmetros que pudessem classificá-la.

Para fins de definição conceitual, tratemos o tipo de internet irradiado pelos portais como WebDomes e o tipo de internet irradiado pelas plataformas livres como WebHosts.

A escolha destas expressões parte de pressupostos simplórios e, no entanto, capazes de condensar toda a amplitude de significados imersos na questão. Ei-los:

WebDomes: São mantidos a partir de uma sólida sustentação. Geralmente são grandes sites com milhares de páginas, com estruturas rígidas e pouco flexíveis, muito interessantes pela divisão editorial de notícias e informações e vasta carga informacional. Além de gigantescos bancos de dados e parcerias com publicações, outros sites, serviços variados voltados ao usuário e uma espécie de base de operações. Apesar do gigantismo, para se alinharem às concepções mercadológicas herdadas dos modelos comunicacionais offline, acabam por reproduzir os mesmos procedimentos. Como exemplos podemos citar: UOL, TERRA, G1, FOLHA, etc.

WebHosts: A escolha do termo Host (hospedeiro) é justamente para manter a capacidade destas plataformas de permitirem a instalação de serviços gerenciadores de conteúdo ou ceder suas engrenagens para estes fins, de maneira a dar mais liberdade ao autor/usuário para criar sua própria grade de serviços. Apesar de não serem vastos em termos de conteúdo, nem serem tão amplamente divulgados como bancos de dados, estas plataformas vêm oferecendo à comunidade web uma série de ferramentas e ambientes para não tão somente a inserção e edição de conteúdo, mas também têm se alinhado mais fortemente aos avanços da web 2.0., sujeitando-se cada vez mais à mescla e ao tráfego bilateral de conteúdo. Bons exemplos são as plataformas de blogs, wikis, fóruns e plataformas de conteúdo colaborativo: WordPress, Wikispaces, Orkut, MySpace, Digg, OhMyNews, SlashDot, Via6

Apesar do meu contato diário e intenso com a Internet, e apesar de meu grande interesse em observá-la como processo complexo e orgânico que se adapta às novas tecnologias com assustadora velocidade, sei da impossibilidade de fazer minha crítica acompanhar o feroz avanço da rede mundial de computadores em todas as esferas que lhe cabem.

Com minha formação acadêmica tendo sido voltada para a Comunicação Social, resta-me (e também honra-me) o fato de ter sido privilegiado com o contato com um arcabouço teórico mais recente que me possibilitou entrelaçar meu discurso e minhas percepções à uma série de apontamentos que vêm sendo estruturados por pesquisadores de todo o mundo.

Modelo de Shannon-Weaver

Podemos começar com uma das vigas principais do pensamento da Comunicação que orquestrou uma série de raciocínios ao longo dos estudos de Comunicação.

Para tanto compreendamos que o objeto da comunicação é a capacidade de um elemento em enviar sinais (gráficos, áudiovisuais, gestuais, sonoros, etc, etc) de maneira que um outro elemento possa decodificá-los e compreender. De acordo com a eficácia do método eleito, seu aprimoramento e lapidação são inevitáveis. Esse conjunto de recursos edificadores da comunicação serão aqui apresentados como a Mensagem.

Esquema de Teoria da Informação de Shannon-Weaver
(simplificado) EMISSOR -> CANAL -> (RUÍDOS) -> RECEPTOR

Para um entendimento básico do mínimo que as especificidades da internet alteram nesse modelo, deveríamos concebê-lo da seguinte maneira:

Esquema de Teoria da Informação de Shannon-Weaver
(simplificado) EMISSOR <-> CANAL <-> (RUÍDOS) <-> RECEPTOR

Mas obviamente muito mais coisa muda nesse tipo de alteração na mecânica de um processo altamente complexo. E muda ao ponto que uma simples reformulação na teoria, como apresentado no segundo modelo, não dá conta de toda a vastidão das mudanças.

A Teoria da Complexidade, de Edgar Morin

Para termos uma mera idéia do que falo aqui tentemos imaginar um cenário, uma paisagem, recheada dos mais diversos elementos que se organizam de uma maneira X. A própria organização destes elementos nesta paisagem imaginária se dá por intermédio de alguns fatores, entre eles os que considero principais:

- Configuração do terreno
- Configuração do ambiente
- Especificidades de cada elemento, de maneira que um deles não torne a existência de outro obsoleta; ou seja, se dois elementos distintos têm as mesmas funçõe, um deles tornar-se-á obsoleto e, de acordo com sua relação com o cenário e os demais elementos, será excluído ou não.
- Eficácia na própria auto-sustentação; ou seja, quanto mais simples, coerente, de fácil acesso, fácil assimilação e eficiência, mais facilmente um elemento sobreviverá.

Para analisar a Internet, então, devemos fazer uso de algum tipo de equivalência teórica que se aproxima desta situação apresentada, uma vez que a organização destes elementos e a paisagem podem ser facilmente comparados à organização dos serviços, programas e recursos na Internet. Entre as teorias estuadas, aquela que melhor nos serviu foi a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin. E é esta teoria que estenderemos à nossa frente para que possamos compreendê-la em um panorama macro e outro micro. A partir daí, o inevitável acontecerá: novas reformulações no pensamento, uma vez que o pensamento de Morin antecede as revoluções da web e da web 2.0.

Pouco tempo atrás estava vasculhando a Internet em busca de coisas interessantes para conhecer. E, obviamente, em algum momento acabei rendendo-me às muralhas das bookmarks. E na estrada de tijolos amarelos em que caminhava deparei-me com o Libellus, claro.

Lá o post era o seguinte: Publicidade 2.0,

A pesquisadora e jornalista Ana Maria Brambilla aponta que em uma matéria na www.gazeta.com.br, intitulada “Internet colaborativa influencia publicidade”, os autores fizeram uma boa seleção de grandes projetos publicitários que haviam, de alguma maneira, feito proveito das práticas 2.0 vigentes no ciberespaço. Citam exemplos como Nescau 2.0 e “Eu sou “fulano” e esse FIAT é meu”

E pensar que antes falávamos tão ansiosos em “mídias convergentes”. Como se apenas alguns canais de comunicação estivessem ativos e ainda seguissem um curso pré-definido. O que se pode perceber aqui, tomando a licença de não cair por sobre os vastos mares da discussão política em torno das consequências disso numa super-estrutura, é que, de certa maneira, o avanço que a tecnologia segue é inominável. Em questão de poucos anos percebemos o mainstream sendo utilizado pelas práticas colaborativas 2.0. como apenas mais um elemento, ou seja, não mais como elemento central na articulação do projeto publicitário. Afinal, levando-se em conta que a televisão, em alguma situação, pudesse ser substituída pela mídia impressa ou pelo rádio, o elemento central da lógica dessa propaganda é a possibilidade da audiência suprir, de alguma maneira, o próprio anunciante com um feedback instantâneo, convertido para um formato de publicação. O principal elemento articulador da cadeia de comunicação estabelecida aí é a participação (possibilitada pela web2.0 e não pela televisão). Assim, o anunciante, além de receber o feedback instântaneo (que os sites já permitem), ainda convida a audiência a participar da criação e manutenção do comercial, enviando vídeos que (no caso do Nescau 2.0.) são utilizados para a confecção do próximo comercial.

Está claro um efeito material em larga escala da exploração dos processos comunicacionais típicos da web2.0. pela publicidade. Os benefícios publicitários dessa iniciativa são enormes, uma vez que a empresa provavelmente faz um filtro “editorial” sobre o que entra e o que não entra, recebe uma visão de perfil de mercado sem precedentes e ainda fideliza muito mais os consumidores.

Mas há de se pensar que esse tipo de “colaboração” é estranha para os fins que tanto são enaltecidos em alguns estudos de processos 2.0. e congêneres. A colaboração aí é uma característica essencial, mas apenas na sua questão mecânica. No sentido de que alguém oferece o canal e outrem o utiliza. Particularmente tenho visto exemplos de processos colaborativos que caminham para propostas mais interessantes, sob o prisma da Comunicação como ação humana e social. E mais uma vez acabo percebendo a publicidade como servo gentil e traiçoeiro de interesses quaisquer. Uma idéia como a de Nescau 2.0. nasce para si, cresce para si e morre para si. Talvez esse tipo de comunicação que a Publicidade ali trabalhou (e, convenhamos, trabalhou muito bem) devesse ser chamado de 1.5.

Apenas uma pergunta. Espero respostas de vocês, meus amigos leitores:

esqudrinhando.jpgQUAL O PAPEL DA INTERNET NA ARTICULAÇÃO SOCIAL?
- Quem quer comandá-la? Por quê?
- Qual a inserção da Internet na esfera pública?
- Mídias Sociais é o novo termo na onda da rede. Por quê?
- Lidando com o inevitável, como acredita que estarão as coisas daqui 10 anos, em termos sócio-estruturais (não em tecnologia)?
- Qual a real presença da Internet no campo da Comunicação Social?

- Para participar, leia como funciona o projeto.

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Hoje pela manhã, como de costume, abri meu email esperando encontrar oportunidades de emprego. E como de costume também o resultado foi o mesmo dos últimos tempos: NADA.

Então, já visualizando os demais e-mails deparei-me com alguns que vivem chegando pela deliciosa lista Jornalistas da Web. Pulando de um para o outro resolvi fazer uma visita no próprio site da lista para ver quais as novidades por lá. O primeiro tópico que me apareceu na home foi convidativo: “O NOVO PROFISSIONAL: Conheça algumas habilidades inerentes ao webjornalista”. Hummm. Muito interessante. Cliquei. A matéria então era “Você sabe o que é Jornalismo Online?“, postada por Mário Cavalcanti e escrita por Bia Mansur.

Ao deparar com essa pergunta-título logo veio-me à cabeça que exatamente estas duas expressões: “Webjornalismo” e “Jornalismo Online” foram alvo de empenho teórico na produção de um trabalho acadêmico em 2006. Na escrita daquele trabalho eu e Fernanda Abras percebemos ser necessária precisa explicitação, pelo menos do ponto de vista conceitual, das diferenças entre Webjornalismo e Jornalismo Online.

O mais interessante é que fizemos essa distinção justamente por considerarmos mais prudente estabelecermos linhas guias comuns para a articulação do raciocínio sobre o próprio cenário jornalístico que se configura na web. Preocupados em não apenas demonstrarmos facetas mutáveis da web (como a análise de procedimentos dependentes de ferramentas ou programas que logo se tornam obsoletos) concentramo-nos na crítica ao modus operandi do trabalho jornalístico. Ou seja, concentramo-nos nas potenciais diferenças entre adotar a Internet como vitrine de produção e utilizá-la como mapa de trabalho.

É prática comum das das vitrines de produção injetarem vasto conteúdo usando grandes vantagens da web como a capacidade de memória e banco-de-dados para gerar imensos catálogos enciclopédicos sobre o que acontece no mundo. Apesar de seus prós e contras, estas vitrines ocuparam seu espaço e sua ausência, atualmente, chega a ser incocebível.

Mapas de trabalho, ou cartografia. Eis um termo que tornou-se cada vez mais forte à medida que desenvolvi um trabalho de Iniciação Científica com o prof. Jorge Rocha, do blog O Jornalismo Morreu. Analisando iniciativas ao redor da www, percebemos que mesmo com a forte presença do mainstream na alimentação de conteúdo, alguns projetos vinham dando certo e ganhando respeito. Sites como OhMyNews International e SlashDot foram analisados não a partir das ferramentas que utilizavam e coisas meramente funcionais. Neles percebemos que o jeito de se pensar na Comunicação estava se alterando. O papel do clássico mediador, gatekeeper, começava a perder força, uma vez que quanto mais abertos à participação os sites se tornavam, mais e mais ferramentas e outras iniciativas nasciam. Até que se consolidou de vez o termo web2.0. O jornalista agora estava em níveis semelhantes com sua audiência. Todos produziam conteúdo. Mas caos informacional não é conhecimento. Para tanto é necessário articular isso tudo. Ou ao menos fazer sugestões, como um mapa pode fazer, e um cartógrafo da informação deve fazer.

Retornando então à minha argumentação tema deste pensmento, vejo, com certo incômodo, o uso dos termos como que representantes da mesma coisa. Webjornalismo e Jornalismo Online devem ser diferenciados. Ou devemos estabelecer um termo comum para cada uma das práticas. Afinal estamos lidando com maneiras muito distintas, profundas e lapidadas de observar a Comunicação Mediada por Computadores. Há uma diferença no modo como observar a rede. Deve-se escolher através de qual prisma observar.

Já apontando para estas diferenças importantes e explicando-as brevemente, creio ser interessante também apresentar alguns pontos da matéria de Bia Mansur que me permitiram mais reflexões.

Para Bruno Rodrigues, autor de ‘Webwriting – Redação & Informação para a Web’, consultor em informação e comunicação digital, o profissional de comunicação precisa ter curiosidade por todas as mídias, tanto tradicionais quanto digitais, e uma grande vocação para lidar com a informação.

- Jornalista que não está imerso na evolução não tem futuro. Isso porque ele deve pensar o conteúdo como algo único, mas multifacetado. Sua missão é adaptar a informação às diferentes plataformas onde será veiculada – explicou. [Bruno Rodrigues]

Discordo deste ponto de vista do consultor Bruno Rodrigues. Não acredito que a missão seja esta, levando em conta a velocidade com que as conexões trabalham hoje, cada vez mais interacionais e mais baratas. A participação potente do público é questão de tempo. Então, independente da produção seguindo restrições quanto à plataforma, acredito que a missão do jornalista que pense em web2.0, seja alicerçar o que vêm de cada um das plataformas e permitir que a narrativa gerada disso seja acessível em cada uma das plataformas. Conexão fractal. A menor parte tem tudo que o todo deve ter: Teoria da Complexidade, Edgar Morin.

O certo é que, mesmo na era digital, o bom jornalista continua bom jornalista, só trabalhando mais rápido. Bia Mansur

Outro ponto que discordo. Não acredito que isso seja o “certo”. Até porque estamos vivenciando uma indefinição conceitual sobre o próprio campo por onde caminhamos. Portanto, cegos quanto ao nosso cenário, é perigoso traçar esse tipo de trilha considerando-a “salva” dos perigos das bolhas web.


Leia a matéria de Bia Mansur, para o Jornalistas da Web. Entrevistas com Bruno Rodrigues e Meira da Rocha. Pesquisadores de jornalismo online.