Boas vindas do MeioDigital ao HadesReport.

A jornalista Renata Malkes, recentemente mantenedora do blog “O Outro Lado da Terra Santa – O Oriente Médio que você nunca viu”, hospedado nos domínios do site O GLOBO, mantinha, de 2002 a 2007, um blog chamado BALAGAN. Neste blog a jornalista mostrava um ponto de vista a favor da ocupação do território palestino pelo Exército de Israel. Quem apontou para a curiosidade foi o blog Cloaca News.

Página do blog BALAGAN (link instável)

No blog “O Outro Lado da Terra Santa – O Oriente Médio que você nunca viu” o link para a página do Ramattan, conhecido espaço online de divulgação de notícias e informações sobre o povo árabe, está com o link incorreto.

Eis aqui o link correto: http://english.ramattan.net/

Breve Contexto

  • 3.000 a.C.: Construção das Pirâmides de Giza
  • 1.500 a.C.: Apogeu da civilização egípcia
  • 700 a.C.: Fundação de Roma
  • 200 a.C.: Biblioteca de Alexandria
  • 001 a.C.: Guerra Civil em Roma. Júlio César.
  • Séc I: O Cristo
  • Séc. V: Cai o Império Romano
  • Séc. IX: Primeiro livro impresso (China)
  • Séc. XV: Bíblia de Gutenberg (Imprensa)
  • Séc. XX: Mídia de Massa e a Internet
  • Séc. XXI: Guerras Online (Hamas X IDF)

- GUERRAS ONLINE -

No passado tínhamos notícias das guerras por meio de jornais e relatos que demoravam muito tempo para chegar até nós. Com a chegada do rádio, a informação tornou-se mais precisa, mais localizada no tempo e no espaço. A televisão deu cores e movimento ao que os relatos faziam assombrar nossas mentes. E a Internet deu cores, movimento, sons, instantaneidade e voz aos elementos envolvidos num cenário de guerra.

Começou com o Cotidiano

Ferramentas como o YouTube e seus congêneres deram a todos nós uma nova visão sobre o mundo, sobre a vida, sobre o espaço, sobre muitas coisas. De uma maneira ou de outra, ver pessoas fazendo loucuras, rindo, sendo espontâneas ou não, se emocionando e tudo mais com a potência que o YouTube nos atingiu é uma das coisas mais alucinantes do final do século XX.

Nunca antes havia nos sido concedida oportunidade igual. Nunca antes imaginaríamos que ver a nós mesmos, em todos os lugares do planeta, seria um dos exercícios mais interessantes dos idos de 2005 em diante. As ferramentas de comunicação voltaram-se para nós e nos deram a chance de povoar seus canais com nossos discursos, fossem eles qualificados ou não, fossem eles comprometidos com algo ou não. Foi nos dada a chance de continuarmos sendo o resultado de toda essa História, mas, desta vez, observando nossos passos, nossos dias, nossas peculiaridades, sob o prisma dos meios de comunicação mediados por computadores.

E o que fizemos? Invadimos esse espaço! Dominamos completamente. E ele se transformou num novo espaço da vida do século XXI. Um espaço tão importante que guerras agora não são apenas transmitidas e discutidas neste espaço. No século XXI este espaço também é o campo de batalha.

Hamas X IDF

Antes de qualquer palavra, vamos às marcações da situação. Elas podem nos dar idéia da trilha que percorrerão as palavras vindouras.

HAMAS

  • Acrônimo de Ḥarakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah cujo significado é Movimento de Resistência Islâmica.
  • Grupo paramilitar e político criado em 1987, na cidade de Gaza. Atualmente possui a maioria das cadeiras no Conselho Legislativo da Autoridade Nacional Palestina.
  • Fazendo usos de ataques violentos que visam tanto alvos civis quanto militares em Israel, o Hamas é considerado Terrorista pelo Conselho da União Européia, Estados Unidos, Japão e outros países.
  • Conta com mais de 30 mil homens armados e uma vasta infra-estrutura de guerrilha no território palestino.
  • Através de uma rede de serviços sociais e de caridade, estabeleceu-se fortemente numa área habitada por mais de 2 milhões de palestinos.
ONLINE:
  • Imagens registradas por equiples locais e civis mostram vítimas dos ataques de Israel. Os vídeos e fotos são disponibilizados em sites islâmicos, chamando a atenção do mundo para o sofrimento de inocentes envolvidos, atraindo pessoas para a causa.
  • Mensagens convocando para a “Destruição de Israel” ocupam incontáveis sites da região e da comunidade islâmica mundo afora.
  • Hackers que apóiam o Hamas derrubam/destroem mais de 300 sites israelense no primeiro final de semana do conflito.
  • Mantém softwares próprios, offline e online, dedicados a questões do povo palestino, apontando para o “inimigo Israel”.
  • Tem redes sociais próprias, assim como ferramentas destinadas à facilitação de operações terroristas em todo o mundo.

IDF

  • Acrônimo de Tzvá HaHaganá LeYisra’el cujo significado é Exército de Defesa para Israel, ou Tzahal.
  • São as Forças Armadas do Estado de Israel, criadas nos anos de 1948 e 1949.
  • Está entre as mais temidas forças nacionais do mundo.
  • Contam com uma das melhores tecnologias de guerra da atualidade.
  • Possuem forte aparato militar em terra, mar e ar.
ONLINE:
  • Criaram um canal no YouTube para mostrar a precisão de seus ataques e a destruição conseguida.
  • Desde o início do conflito recente, dizem ter “neutralizado” mais de 300 milicianos do Hamas.
  • Avançam a cada dia em direção a pontos estratégicos do Hamas na Faixa de Gaza, com o objetivo de aniquilar seus postos avançados, os quais acusam de serem os responáveis por mísseis que atingem Israel há quase um mês.
  • Possuem comunidades em muitas redes sociais, arrebanhando defensores de sua causa em todas as mídias/ambientes online possíveis.
  • Em 4 dias, mais de 20 mil pessoas se cadastraram em uma comunidade no Facebook que apóia o ataque da IDF à Gaza.

O quê está em jogo?

Desde tempos, literalmente, imemoriais, a situação da região compreendida a leste do mediterrâneo e oeste da Índia é, no mínimo, calamitosa. Embates envolvendo grandes civlizações, culturas e crenças do passado aconteceram ali. Se aquelas terras pudessem vomitar seus mortos, um mar de cadáveres inundaria as costas dos países ao longo do mediterrâneo e ao longo da costa norte da África e sul da Turquia.

A macro-região de Jerusalém é assolada por disputas desde Nabucodonosor, passando pelas Cruzadas e seus tempos turbulentos, chegando à Contemporaneidade. Realmente todos nós sabemos que a solução para questão “Palestina x Israel” não virá em um processo a curto prazo. Todos sabemos que a guerra naquelas regiões sempre foi feita à base de ferro e fogo mas, assim como no passado, expandiu seus limites para outros campos. Antes o da fé e agora do da informação.

Tanto IDF quanto Hamas estão encarceirados em séculos de desavenças e têm histórias para contar e nos ludibriar por uma quantidade de tempo quase equivalente a essa. Caminharem para ambientes onde a “produção do discurso” é fomentada, é o primeiro passo para iniciarem um outro processo, que vai muito além da disseminação de suas ideologias localmente. Quando inaugura seu próprio canal no YouTube, a IDF quer mostrar ao mundo o que tem a dizer, e não apenas aos israelenses e judeus.

É vital que, para que essas linhas completem algum sentido, uma observação contínua seja levada adiante, de maneira a tentar estruturar um cenário global da participação de ambos os discursos na Web 2.0. e como esta participação tem surtido efeito nas audiências tanto envolvidas diretamente quanto indiretamente.

Portanto convido-os todos a, sempre que possível, compartilharem informações sobre movimentações tanto do Hamas quanto da IDF nos vastos domínios da rede mundial de computadores. Analisemos como a Internet atua em questões tão materiais e seculares quanto as guerras modernas.

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Referência:
- Wikipedia: verbetes “HAMAS” e “IDF
- TimesOnline:  GAZA: Secondary war being fought on Internet