Hades Report
abril 17, 2009 Deixe um comentário
Blog do jornalista e pesquisador Pedro Penido sobre Comunicação Contemporânea e Novas Tecnologias de Comunicação e Informação.
janeiro 8, 2009 1 Comentário
A jornalista Renata Malkes, recentemente mantenedora do blog “O Outro Lado da Terra Santa – O Oriente Médio que você nunca viu”, hospedado nos domínios do site O GLOBO, mantinha, de 2002 a 2007, um blog chamado BALAGAN. Neste blog a jornalista mostrava um ponto de vista a favor da ocupação do território palestino pelo Exército de Israel. Quem apontou para a curiosidade foi o blog Cloaca News.
Página do blog BALAGAN (link instável)
No blog “O Outro Lado da Terra Santa – O Oriente Médio que você nunca viu” o link para a página do Ramattan, conhecido espaço online de divulgação de notícias e informações sobre o povo árabe, está com o link incorreto.
Eis aqui o link correto: http://english.ramattan.net/
janeiro 7, 2009 4 Comentários
No passado tínhamos notícias das guerras por meio de jornais e relatos que demoravam muito tempo para chegar até nós. Com a chegada do rádio, a informação tornou-se mais precisa, mais localizada no tempo e no espaço. A televisão deu cores e movimento ao que os relatos faziam assombrar nossas mentes. E a Internet deu cores, movimento, sons, instantaneidade e voz aos elementos envolvidos num cenário de guerra.
Ferramentas como o YouTube e seus congêneres deram a todos nós uma nova visão sobre o mundo, sobre a vida, sobre o espaço, sobre muitas coisas. De uma maneira ou de outra, ver pessoas fazendo loucuras, rindo, sendo espontâneas ou não, se emocionando e tudo mais com a potência que o YouTube nos atingiu é uma das coisas mais alucinantes do final do século XX.
Nunca antes havia nos sido concedida oportunidade igual. Nunca antes imaginaríamos que ver a nós mesmos, em todos os lugares do planeta, seria um dos exercícios mais interessantes dos idos de 2005 em diante. As ferramentas de comunicação voltaram-se para nós e nos deram a chance de povoar seus canais com nossos discursos, fossem eles qualificados ou não, fossem eles comprometidos com algo ou não. Foi nos dada a chance de continuarmos sendo o resultado de toda essa História, mas, desta vez, observando nossos passos, nossos dias, nossas peculiaridades, sob o prisma dos meios de comunicação mediados por computadores.
E o que fizemos? Invadimos esse espaço! Dominamos completamente. E ele se transformou num novo espaço da vida do século XXI. Um espaço tão importante que guerras agora não são apenas transmitidas e discutidas neste espaço. No século XXI este espaço também é o campo de batalha.
Antes de qualquer palavra, vamos às marcações da situação. Elas podem nos dar idéia da trilha que percorrerão as palavras vindouras.
Desde tempos, literalmente, imemoriais, a situação da região compreendida a leste do mediterrâneo e oeste da Índia é, no mínimo, calamitosa. Embates envolvendo grandes civlizações, culturas e crenças do passado aconteceram ali. Se aquelas terras pudessem vomitar seus mortos, um mar de cadáveres inundaria as costas dos países ao longo do mediterrâneo e ao longo da costa norte da África e sul da Turquia.
A macro-região de Jerusalém é assolada por disputas desde Nabucodonosor, passando pelas Cruzadas e seus tempos turbulentos, chegando à Contemporaneidade. Realmente todos nós sabemos que a solução para questão “Palestina x Israel” não virá em um processo a curto prazo. Todos sabemos que a guerra naquelas regiões sempre foi feita à base de ferro e fogo mas, assim como no passado, expandiu seus limites para outros campos. Antes o da fé e agora do da informação.
Tanto IDF quanto Hamas estão encarceirados em séculos de desavenças e têm histórias para contar e nos ludibriar por uma quantidade de tempo quase equivalente a essa. Caminharem para ambientes onde a “produção do discurso” é fomentada, é o primeiro passo para iniciarem um outro processo, que vai muito além da disseminação de suas ideologias localmente. Quando inaugura seu próprio canal no YouTube, a IDF quer mostrar ao mundo o que tem a dizer, e não apenas aos israelenses e judeus.
É vital que, para que essas linhas completem algum sentido, uma observação contínua seja levada adiante, de maneira a tentar estruturar um cenário global da participação de ambos os discursos na Web 2.0. e como esta participação tem surtido efeito nas audiências tanto envolvidas diretamente quanto indiretamente.
Portanto convido-os todos a, sempre que possível, compartilharem informações sobre movimentações tanto do Hamas quanto da IDF nos vastos domínios da rede mundial de computadores. Analisemos como a Internet atua em questões tão materiais e seculares quanto as guerras modernas.
_____________
Referência:
- Wikipedia: verbetes “HAMAS” e “IDF“
- TimesOnline: GAZA: Secondary war being fought on Internet