Blog da Petrobrás

Mais um comentário.

Ainda não entendi o motivo de tamanho incêndio criado pela mídia em relação ao posicionamento público da Petrobrás ao criar o Blog Fatos e Dados para apresentar mais informações acerca dos questionamentos que a empresa vem recebendo diariamente da Imprensa.

Qual é o problema, afinal? Falemos sério.

Já vi todos os tipos de reclamações da imprensa. No Blog do Noblat, Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da Revita VEJA, em um artigo de título ‘Blog da Petrobrás – censura criativa, mas censura’ , disse que tal tipo de atitude só poderia ser tomada em casos que envolvessem relações internacionais e tensão política e militar entre duas nações. Isso beira o absurdo.

Uma posição de força dessa natureza, a meu ver, só faria sentido se fosse iniciativa de uma nação estrangeira contra jornalistas brasileiros em uma situação de guerra externa. Não é esse o caso.

Ora! Sou jornalista. Não atuo nos meios convencionais, mas jamais deixei de exercer meu posicionamento crítico e jamais deixei de fazer crítica aos meus próprios projetos e trabalhos de relevância jornalística.

Em uma situação como essa poderia estar frustrado, até ofendido. Mas, infelizmente, meu bom senso não me permitiria arrastar essa conversa para tempestades de festim. Caberia, ante esta iniciativa avassaladora da Petrobrás, fazer as perguntas certas e insistir em acompanhar suas respostas que deverão ser públicas.

Esse mesmo jornalista da VEJA chega a dizer que a Petrobrás deveria gravar suas respostas e, ‘caso houvesse distorção’ por parte de um veículo de imprensa, a empresa deveria publicar a informação mostrando a resposta autêntica. Mas convenhamos… Em um país onde a Imprensa julga antes do próprio Poder Judiciário, seria esta atitude ‘elegante’ a mais saudável para com o respeito ao povo brasileiro?

Esperar a mídia divulgar para depois, do furacão já semeado, lutar contra o tempo e a massificação do pensamento? Por que não deixar que o leitor faça este julgamento? Que caráter paladinesco é este que a Mídia conclama para si? E quais atos provam estes firmes ideais?

Nunca um canal aberto com o público foi tão decisivo como este blog da Petrobrás pode ser em uma situação pré-CPI.

O apoio das pessoas à atitude do Blog Fatos e Dados é gigantesco. Apesar de a mídia tentar ofuscar o que acontece, é inegável que o apoio ao blog não vem cravado somente no dito blog. Em vários pontos da blogosfera e da twitosfera. Muita gente discutindo criticamente. Muita gente querendo ver no que vai dar tudo isso. De uma coisa todos têm certeza, alguém terá que ceder e quem o fizer deve se preparar para as vastas conseqüências.

Em tempos  de uma CPI da Petrobrás é bom lembrar que não há espaço para maniqueísmo e que nesta história não há São Jorge nem Satanás.

O QUE VOCÊ ACHA DA ATITUDE DO BLOG DA PETROBRÁS?

Comentários: Blog da Petrobrás

Sobre o Blog da Petrobrás

Posto abaixo ambos os comentários que postei no blog da Petrobrás e no blog do Träsel, sobre o caso ‘BLOG PETROBRÁS x MAINSTREAMING’

Os links levam aos posts que geraram tais comentários.

Vale lembrar que adaptei o texto para evitar confusões entre a ‘ambientação da opinião’.

[COMENTÁRIO NO BLOG DA PETROBRÁS]

Parabéns à Petrobrás pelo espaço.
A clareza das informações e o palco organizado em seu blog para o debate, a eficiência no intermediar das opiniões e prontidão para avançar no desenrolar dos fatos fazem da equipe por trás do blog uma equipe realmente ciente das potencialidades práticas, jornalísticas e emancipadoras que se pode alcançar com projetos sérios na Internet.

O blog é simples e preciso, dinâmico e organizado. Conteúdo articulado, com definições claras sobre comentários e política do site.

Quanto às informações aqui apontadas pela Petrobrás, lembremos que somos todos fiscais e, em caso de dúvida, basta-nos articular as ações necessárias para verificar e/ou exigir a verificação e autenticação destas informações pelos meios cabíveis, inclusive necessariamente cedidos pelo Estado.

Ciente do teor do próprio material inserido em seu blog, a Petrobrás entra no tudo ou nada, provando a autenticidade de seus fatos e dados ou correndo o risco de falhar catastoficamente ante um público formador de opinião, principalmente sobre as miras telescópicas da mídia que observa cada um de seus passos em busca de um ponto fraco, ou de uma brecha que possa detonar uma fraude ou coisa do tipo, caso haja má-intenção nesta ação pública de empresa.

Vejamos quem está com a razão. De uma maneira ou de outra, um dos dois, Petrobrás ou a Mídia que a ataca, cederá. E quem o fizer estará em maus lençóis.

Fiquemos de olho!

[COMENTÁRIO NO BLOG DO TRÄSEL]

A Petrobrás tem todo o direito de responder publicamente, ipsis literis, toda e qualquer pergunta a ela direcionada, principalmente tratando-se da Imprensa Formal, cujo objetivo, em tese, é transparecer à população tais respostas, alinhando-as com Críticas sérias e profundas. Assim se faz a democracia, em teoria. Em teoria.

Sou jornalista e não acho nada errado, nem imoral, nem sacanagem, manter este espaço. Cabe à mídia sair do marasmo de colher dados brutos e torcê-los. Cabe à mídia fazer análises críticas destas respostas divulgadas e, dentro do (possível) espirito investigativo, levar adiante pontos não contemplados nas respostas, inquirindo-os e cobrando mais informações, mesmo que a Petrobrás venha a responder em seu blog ou qualquer outro canal virtual/digital.

Isso é transparência. Jogo aberto. Cara a cara.
Se a Petrobrás tem o blog para responder, façamos as perguntas certas. Se ela tem algo a esconder, quando sofrer um xeque-mate, será enforcada com a própria corda. Caso contrário, à Mídia resta manter a cobrança, a prudência, a criticidade e o compromisso com o povo.

___________________________________________

Acompanhemos o desenrolar destes ‘FATOS E DADOS’ e o impacto disso na mídia. Muitas máscaras estão por cair, de ambos os lados. Mas, lembremos que, independente de onde vêm às informações, cabe a nós analisá-las CRITICAMENTE e não como mera informação enciclopédica.

Jornalismo Twitter

Band: inovação e jornalismo no Twitter

Não tem muito tempo eu questionava o uso ‘inteligente’ do Twitter jornalisticamente. Vi muitos canais e portais apresentarem seu conteúdo ao longo do dia, mas, até então, não havia visto alguém fazer o que a Rede Bandeirantes de Televisão vem fazendo.

band

Depois de ter criado seu perfil no Twitter, o @bandjornalismo, a Band começou a prestar um tipo de serviço jornalístico muito interessante que consiste em uma idéia simples, mas a ser aplicada com precisão e completo senso das oportunidades permitidas pelo Twitter.

Seguindo seu perfil, recebe-se notícias do jornalismo da Band ao longo do dia, com as hashtags (#) alinhadas de acordo com o programa no ar naquele momento. Assim a Band mantém você informado do que ela fala na televisão e no Rádio, de maneira que, se você julgar que há a necessidade de um aprofundamento basta sintonizar nos canais oferecidos pelo empresa, seja no site, tv ou rádio.

Para os paulistanos a Band lançou um profile no Twitter voltado para o trânsito, com monitoração intensa e notificações rápidas sobre o que acontece no trânsito da capital paulista.

Sobre a presença da Band no Twitter, em recente entrevista cedida ao Portal Imprensa, o diretor de Conteúdo Online da Band, Ricardo Anderaos, é bem claro em relação ao uso de novas mídias:

“Acredito que temos que buscar colocar a informação nas ferramentas novas que são produzidas. A Band aposta que o formato deve continuar, já que ele é bastante prático.”

Realmente a iniciativa é uma idéia muito interessante que serve como ‘grande filtro’ ao que passa na TV.

#CampusPartyBR: Debate Interessante – Mídias Sociais

logocp.gif

Já era de se esperar. O debate sobre o avanço da internet no campo das comunicações e a quebra de paradigmas foi interessantíssimo. No palco principal do Campus Party Brasil, na Bienal do Ibirapuera, sentaram-se à mesa Heródoto Barbeiro, Pollyana Ferrari, Jorge Rocha, Carlos Cardoso, Ethevaldo Siqueira, Fabiana Zanni, entre outros, da grande imprensa e da blogosfera.

Jornalistas de peso como Ethevaldo Siqueira e Heródoto Barbeiro levantaram questionamentos interessantes sobre o futuro das redes sociais de comunicação e o papel da participação da audiência no novo modelo de publicação de conteúdo, possibilitado pelas conquistas da web2.0. Enquanto isso alguns blogueiros reivindicavam a falta de atenção com a qual estes mesmos avanços têm sido tratados pelas iniciativas brasileiras. Ainda foi citado, por exemplo, como as novas potencialidades da publicação de informação (sob o estandarte do jornalismo participativo) são levadas com grande timidez pelos grandes grupos de comunicação.

À excessão de Pedro Dória, que preferiu bancar o profeta e ficar em cima do muro em todas as questões, fato que gerou certo calor nas discussões, quando alguns blogueiros apontavam claras contradições na suas opiniões, a participação de todos foi de grande estímulo para se pensar as mudanças que estão por vir. Quando questionado, inclusive, sobre jornalismo colaborativo, Dória simplesmente gesticulou informando não ter nada a dizer. Aparentemente só interessa a alguns blogueiros serem identificados na web e não, necessariamente, fazer algo de útil para ela e a comunidade web.

Apesar do encontro, percebe-se que ainda existe uma grande rachadura entre blogueiros e grande imprensa, fato que merece uma outra análise.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.