Review: SCRIBD

Usabilidade 100%

Lembro-me do início do SCRIBD. scribd

Ótima idéia, aliada a uma engenharia de conteúdo muito interessante. Assim eu descrevi o Scribd até tempos atrás.

Mas agora parece que SCRIBD deixa de ser um grande portal de documentos online para se transformar num espaço único que une o melhor de dois mundos: a reunião inteligente de documentos nos mais variados formatos e a arquitetura centralizada no crescimento de suas comunidades, integrando lógicas comunicativas que se espelham em Twitter e grandes redes sociais (orkut, facebook).

O grande mérito das recentes alterações no layout do site, no seu modus operandi e na sua organização hipermidiática é, sem dúvidas, um grande marco para portais colaborativos.

Sem exageros, pode-se dizer que o SCRIBD é para o mundo dos portais colaborativos o que o Google foi para o mundo dos buscadores. Conciliar, de maneira redonda, com uma arquitetura de usabilidade impressionando, todo o mundo de informações, serviço apurado de busca, rede social e gerenciador inteligente e abrangente de arquivos como o Scribd faz não é tarefa fácil. E ele o faz com excelência.

Não é a primeira vez que falo do Scribd no MeioDigital e, provavelmente, não será a última.

Continuemos a observar o crescimento do site e seu modo inteligente de unir as volúveis demandas da Internet em uma grande plataforma de documentos.

Digo

Artigo: Feudalismo Virtual

Demarcação Estrutural e Demarcação Conceitual

Mesmo com os exorbitantes números de páginas existentes na Internet atualmente, é fato que grande parte do acesso acaba por se concentrar em grandes sites ou grupamentos de sites, geralmente estabelecidos a partir de identidade, alcance global e inovação.

Como destaques de sites que se transformaram em verdadeiros domos informacionais, podemos apontar aqueles que no passado eram agregadores naturais de internautas: os sites de antigos provedores de acesso que ainda mantém grande parte dos utilizadores da rede no país. Com a visitação condicionada, naturalmente aos seus domínios, estes sites passam de mera referência inicial para agregadores de conteúdo para todos os públicos.

Em torno destes sites, milhões e milhões de usuários estabelecem seu contato com o mundo virtual.

Os domos caracterizados por alcance global são domínios que ultrapassam as fronteiras culturais e se estabelecem a partir da fidelização de públicos amplos, geralmente atraídos por serviços vinculados a entretenimento e comunicação, como os gigantes que reúnem ambas características, como YouTube e MySpace, por exemplo.

Sites inovadores podem sofrer do efeito hype ou não. Alguns, inclusive, são apontados como futuros hypes, mas emplacam e garantem seu espaço. Impossível não citar o Twitter, cujo fenômeno tem dominado a mídia global. Apesar de muita gente indicar que o grande fluxo de novos usuários neste serviço o configura como rede em expansão, muitos outros, ainda céticos, apostam que não passará de mais um hype.

A Estrutura

A organização destes sites como Domos pode ser percebida em dois aspectos distintos e não necessariamente simultâneos.

  1. Estrutural
  2. Conceitual

Para explicar melhor tais pontos, entendamos que a Cartografia da Informação, conceito desenvolvido pelo prof. Jorge Rocha, oferece-nos o melhor ângulo para uma aproximação, ao passo que a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, oferece-nos a melhor idéia de cenário.

Assim estabelecido, entendamos que, para a Cartografia da Informação, faz parte do modus operandi informacional hipermidiático o elemento de ruptura estrutural, ou seja, ante o infinito fractal de informações oferecido pela Internet, estabelecer as melhores articulações narrativas é uma tarefa que demanda a ruptura da narrativa herdada dos demais veículos.

Um número crescente de fontes e frentes de informação oferece um arcabouço cada vez mais complexo para a articulação da informação. Ignorar estas informações e priorizar aquelas que compartilham de um mesmo domínio, pólo informacional, é uma das ações mais características do domo informacional estrutural.

O Conceito

Para além da questão estrutural, ainda há a territorialidade conceitual, estabelecida a partir de um processo mais amplo de demarcação, que contempla não tão somente as especificidades informativas de um ou mais sites, mas avança na capacidade perceptiva da audiência em relação à noção de espaço permitida na Internet.

Assim, é importante lembrar que uma vez que determinados procedimentos e protocolos são estabelecidos consensualmente, voluntariamente ou involuntariamente, há uma generalização de sua proposta, que se espalha quase que viroticamente por todas as comunidades espalhadas mundo afora.

Esta demarcação territorial conceitual é a grande responsável pela percepção contemporânea de que as muralhas do grid de serviços do Google dão conta de toda a expansão explosiva da rede. A partir deste ponto de vista, joga-se alguma luz sobre a sensação de que toda operação realizada no mundo virtual passa, de alguma maneira, pelos domínios Google, assim como no passado passou pelo Yahoo!, Cadê?, UOL, Terra e tantos outros.

Domos Informacionais

A partir da assimilação destes conceitos, caminhemos para uma análise mais ampla da própria idéia de Domo Informacional.

Como domínio organizado, o site que se estabelece como domo, é agregador de conteúdo em subdomínios, que, por sua vez, organiza estruturalmente centenas (e até milhares) de páginas. Ao redor destas páginas e seus subdomínios estabelecem-se comunidades informacionais que podem ser organizadas (fórum, comunidades de redes sociais, etc.) ou não (sistemas de comentários que não criam ambientes participativos permanentes).

Levando em consideração as políticas extremamente rigorosas de tais domos em relação à abertura exigida pela Cartografia, percebemos então que o motivo que os mantém em constante movimento ainda é sua presença ativa na percepção da audiência bruta, por presença global, inovação ou identidade territorial. E o que os mantêm como centralizadores de narrativas, de articulação do conhecimento e inibidores do próprio caráter libertário da web é sua capacidade de consagrar-se como território pétreo, resquício de um momento fetal da Internet, altamente assimilador e reprodutor das práticas massivas do mainstream.

No entanto, é importante que a Web 2.0 seja encarada não apenas como conjunto de variáveis e protocolos pré-estabelecidos, mas sim como perspectiva criativa e desafiadora dos padrões centralizadores da mídia que ainda se adapta às particularidades da Internet, e convulsa ante seus obstáculos.

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