Jornalismo Twitter

Band: inovação e jornalismo no Twitter

Não tem muito tempo eu questionava o uso ‘inteligente’ do Twitter jornalisticamente. Vi muitos canais e portais apresentarem seu conteúdo ao longo do dia, mas, até então, não havia visto alguém fazer o que a Rede Bandeirantes de Televisão vem fazendo.

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Depois de ter criado seu perfil no Twitter, o @bandjornalismo, a Band começou a prestar um tipo de serviço jornalístico muito interessante que consiste em uma idéia simples, mas a ser aplicada com precisão e completo senso das oportunidades permitidas pelo Twitter.

Seguindo seu perfil, recebe-se notícias do jornalismo da Band ao longo do dia, com as hashtags (#) alinhadas de acordo com o programa no ar naquele momento. Assim a Band mantém você informado do que ela fala na televisão e no Rádio, de maneira que, se você julgar que há a necessidade de um aprofundamento basta sintonizar nos canais oferecidos pelo empresa, seja no site, tv ou rádio.

Para os paulistanos a Band lançou um profile no Twitter voltado para o trânsito, com monitoração intensa e notificações rápidas sobre o que acontece no trânsito da capital paulista.

Sobre a presença da Band no Twitter, em recente entrevista cedida ao Portal Imprensa, o diretor de Conteúdo Online da Band, Ricardo Anderaos, é bem claro em relação ao uso de novas mídias:

“Acredito que temos que buscar colocar a informação nas ferramentas novas que são produzidas. A Band aposta que o formato deve continuar, já que ele é bastante prático.”

Realmente a iniciativa é uma idéia muito interessante que serve como ‘grande filtro’ ao que passa na TV.

Webbr – Nova Experiência na Rede

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REDE SOCIAL DIFERENCIADA

Mesmo estando ainda em sua versão Beta, o Webbr promete ser um passo à frente para a organização de pessoas em redes sociais. Escapando da retangularização da navegação, o Webbr oferece a seus utilizadores uma versão gráfica interessante e funcional, que muito lembra os “MindMaps” hoje tão comuns em sistemas web2.0.

Vale a pena conhecer! Veja a estrutura da rede.

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Ciranda de Textos

ciranda1A versão sétima da Ciranda de Textos acontecerá em breve. Ajude-nos na seleção do tema e participe. Acesse o link abaixo e no campo comentário registre seu nome e blog e sua sugestão de tema.

As sugestões atuais são:

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Diretório de Sites e Serviços Web 2.0.

GO2WEB20.NET

Andei vasculhando este site para conhecer melhor alguns serviços, prespectivas e tendências que vêm se consolidando mundo aforasob a flâmula da Web 2.0.

Vale a pena visitar!

The Complete Web 2.0. Sites Directory

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Hamas x IDF: A Guerra que chegou à Internet

Breve Contexto

  • 3.000 a.C.: Construção das Pirâmides de Giza
  • 1.500 a.C.: Apogeu da civilização egípcia
  • 700 a.C.: Fundação de Roma
  • 200 a.C.: Biblioteca de Alexandria
  • 001 a.C.: Guerra Civil em Roma. Júlio César.
  • Séc I: O Cristo
  • Séc. V: Cai o Império Romano
  • Séc. IX: Primeiro livro impresso (China)
  • Séc. XV: Bíblia de Gutenberg (Imprensa)
  • Séc. XX: Mídia de Massa e a Internet
  • Séc. XXI: Guerras Online (Hamas X IDF)

- GUERRAS ONLINE -

No passado tínhamos notícias das guerras por meio de jornais e relatos que demoravam muito tempo para chegar até nós. Com a chegada do rádio, a informação tornou-se mais precisa, mais localizada no tempo e no espaço. A televisão deu cores e movimento ao que os relatos faziam assombrar nossas mentes. E a Internet deu cores, movimento, sons, instantaneidade e voz aos elementos envolvidos num cenário de guerra.

Começou com o Cotidiano

Ferramentas como o YouTube e seus congêneres deram a todos nós uma nova visão sobre o mundo, sobre a vida, sobre o espaço, sobre muitas coisas. De uma maneira ou de outra, ver pessoas fazendo loucuras, rindo, sendo espontâneas ou não, se emocionando e tudo mais com a potência que o YouTube nos atingiu é uma das coisas mais alucinantes do final do século XX.

Nunca antes havia nos sido concedida oportunidade igual. Nunca antes imaginaríamos que ver a nós mesmos, em todos os lugares do planeta, seria um dos exercícios mais interessantes dos idos de 2005 em diante. As ferramentas de comunicação voltaram-se para nós e nos deram a chance de povoar seus canais com nossos discursos, fossem eles qualificados ou não, fossem eles comprometidos com algo ou não. Foi nos dada a chance de continuarmos sendo o resultado de toda essa História, mas, desta vez, observando nossos passos, nossos dias, nossas peculiaridades, sob o prisma dos meios de comunicação mediados por computadores.

E o que fizemos? Invadimos esse espaço! Dominamos completamente. E ele se transformou num novo espaço da vida do século XXI. Um espaço tão importante que guerras agora não são apenas transmitidas e discutidas neste espaço. No século XXI este espaço também é o campo de batalha.

Hamas X IDF

Antes de qualquer palavra, vamos às marcações da situação. Elas podem nos dar idéia da trilha que percorrerão as palavras vindouras.

HAMAS

  • Acrônimo de Ḥarakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah cujo significado é Movimento de Resistência Islâmica.
  • Grupo paramilitar e político criado em 1987, na cidade de Gaza. Atualmente possui a maioria das cadeiras no Conselho Legislativo da Autoridade Nacional Palestina.
  • Fazendo usos de ataques violentos que visam tanto alvos civis quanto militares em Israel, o Hamas é considerado Terrorista pelo Conselho da União Européia, Estados Unidos, Japão e outros países.
  • Conta com mais de 30 mil homens armados e uma vasta infra-estrutura de guerrilha no território palestino.
  • Através de uma rede de serviços sociais e de caridade, estabeleceu-se fortemente numa área habitada por mais de 2 milhões de palestinos.
ONLINE:
  • Imagens registradas por equiples locais e civis mostram vítimas dos ataques de Israel. Os vídeos e fotos são disponibilizados em sites islâmicos, chamando a atenção do mundo para o sofrimento de inocentes envolvidos, atraindo pessoas para a causa.
  • Mensagens convocando para a “Destruição de Israel” ocupam incontáveis sites da região e da comunidade islâmica mundo afora.
  • Hackers que apóiam o Hamas derrubam/destroem mais de 300 sites israelense no primeiro final de semana do conflito.
  • Mantém softwares próprios, offline e online, dedicados a questões do povo palestino, apontando para o “inimigo Israel”.
  • Tem redes sociais próprias, assim como ferramentas destinadas à facilitação de operações terroristas em todo o mundo.

IDF

  • Acrônimo de Tzvá HaHaganá LeYisra’el cujo significado é Exército de Defesa para Israel, ou Tzahal.
  • São as Forças Armadas do Estado de Israel, criadas nos anos de 1948 e 1949.
  • Está entre as mais temidas forças nacionais do mundo.
  • Contam com uma das melhores tecnologias de guerra da atualidade.
  • Possuem forte aparato militar em terra, mar e ar.
ONLINE:
  • Criaram um canal no YouTube para mostrar a precisão de seus ataques e a destruição conseguida.
  • Desde o início do conflito recente, dizem ter “neutralizado” mais de 300 milicianos do Hamas.
  • Avançam a cada dia em direção a pontos estratégicos do Hamas na Faixa de Gaza, com o objetivo de aniquilar seus postos avançados, os quais acusam de serem os responáveis por mísseis que atingem Israel há quase um mês.
  • Possuem comunidades em muitas redes sociais, arrebanhando defensores de sua causa em todas as mídias/ambientes online possíveis.
  • Em 4 dias, mais de 20 mil pessoas se cadastraram em uma comunidade no Facebook que apóia o ataque da IDF à Gaza.

O quê está em jogo?

Desde tempos, literalmente, imemoriais, a situação da região compreendida a leste do mediterrâneo e oeste da Índia é, no mínimo, calamitosa. Embates envolvendo grandes civlizações, culturas e crenças do passado aconteceram ali. Se aquelas terras pudessem vomitar seus mortos, um mar de cadáveres inundaria as costas dos países ao longo do mediterrâneo e ao longo da costa norte da África e sul da Turquia.

A macro-região de Jerusalém é assolada por disputas desde Nabucodonosor, passando pelas Cruzadas e seus tempos turbulentos, chegando à Contemporaneidade. Realmente todos nós sabemos que a solução para questão “Palestina x Israel” não virá em um processo a curto prazo. Todos sabemos que a guerra naquelas regiões sempre foi feita à base de ferro e fogo mas, assim como no passado, expandiu seus limites para outros campos. Antes o da fé e agora do da informação.

Tanto IDF quanto Hamas estão encarceirados em séculos de desavenças e têm histórias para contar e nos ludibriar por uma quantidade de tempo quase equivalente a essa. Caminharem para ambientes onde a “produção do discurso” é fomentada, é o primeiro passo para iniciarem um outro processo, que vai muito além da disseminação de suas ideologias localmente. Quando inaugura seu próprio canal no YouTube, a IDF quer mostrar ao mundo o que tem a dizer, e não apenas aos israelenses e judeus.

É vital que, para que essas linhas completem algum sentido, uma observação contínua seja levada adiante, de maneira a tentar estruturar um cenário global da participação de ambos os discursos na Web 2.0. e como esta participação tem surtido efeito nas audiências tanto envolvidas diretamente quanto indiretamente.

Portanto convido-os todos a, sempre que possível, compartilharem informações sobre movimentações tanto do Hamas quanto da IDF nos vastos domínios da rede mundial de computadores. Analisemos como a Internet atua em questões tão materiais e seculares quanto as guerras modernas.

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Referência:
- Wikipedia: verbetes “HAMAS” e “IDF
- TimesOnline:  GAZA: Secondary war being fought on Internet

Reflexões: Distinção Prismática

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Hoje pela manhã, como de costume, abri meu email esperando encontrar oportunidades de emprego. E como de costume também o resultado foi o mesmo dos últimos tempos: NADA.

Então, já visualizando os demais e-mails deparei-me com alguns que vivem chegando pela deliciosa lista Jornalistas da Web. Pulando de um para o outro resolvi fazer uma visita no próprio site da lista para ver quais as novidades por lá. O primeiro tópico que me apareceu na home foi convidativo: “O NOVO PROFISSIONAL: Conheça algumas habilidades inerentes ao webjornalista”. Hummm. Muito interessante. Cliquei. A matéria então era “Você sabe o que é Jornalismo Online?“, postada por Mário Cavalcanti e escrita por Bia Mansur.

Ao deparar com essa pergunta-título logo veio-me à cabeça que exatamente estas duas expressões: “Webjornalismo” e “Jornalismo Online” foram alvo de empenho teórico na produção de um trabalho acadêmico em 2006. Na escrita daquele trabalho eu e Fernanda Abras percebemos ser necessária precisa explicitação, pelo menos do ponto de vista conceitual, das diferenças entre Webjornalismo e Jornalismo Online.

O mais interessante é que fizemos essa distinção justamente por considerarmos mais prudente estabelecermos linhas guias comuns para a articulação do raciocínio sobre o próprio cenário jornalístico que se configura na web. Preocupados em não apenas demonstrarmos facetas mutáveis da web (como a análise de procedimentos dependentes de ferramentas ou programas que logo se tornam obsoletos) concentramo-nos na crítica ao modus operandi do trabalho jornalístico. Ou seja, concentramo-nos nas potenciais diferenças entre adotar a Internet como vitrine de produção e utilizá-la como mapa de trabalho.

É prática comum das das vitrines de produção injetarem vasto conteúdo usando grandes vantagens da web como a capacidade de memória e banco-de-dados para gerar imensos catálogos enciclopédicos sobre o que acontece no mundo. Apesar de seus prós e contras, estas vitrines ocuparam seu espaço e sua ausência, atualmente, chega a ser incocebível.

Mapas de trabalho, ou cartografia. Eis um termo que tornou-se cada vez mais forte à medida que desenvolvi um trabalho de Iniciação Científica com o prof. Jorge Rocha, do blog O Jornalismo Morreu. Analisando iniciativas ao redor da www, percebemos que mesmo com a forte presença do mainstream na alimentação de conteúdo, alguns projetos vinham dando certo e ganhando respeito. Sites como OhMyNews International e SlashDot foram analisados não a partir das ferramentas que utilizavam e coisas meramente funcionais. Neles percebemos que o jeito de se pensar na Comunicação estava se alterando. O papel do clássico mediador, gatekeeper, começava a perder força, uma vez que quanto mais abertos à participação os sites se tornavam, mais e mais ferramentas e outras iniciativas nasciam. Até que se consolidou de vez o termo web2.0. O jornalista agora estava em níveis semelhantes com sua audiência. Todos produziam conteúdo. Mas caos informacional não é conhecimento. Para tanto é necessário articular isso tudo. Ou ao menos fazer sugestões, como um mapa pode fazer, e um cartógrafo da informação deve fazer.

Retornando então à minha argumentação tema deste pensmento, vejo, com certo incômodo, o uso dos termos como que representantes da mesma coisa. Webjornalismo e Jornalismo Online devem ser diferenciados. Ou devemos estabelecer um termo comum para cada uma das práticas. Afinal estamos lidando com maneiras muito distintas, profundas e lapidadas de observar a Comunicação Mediada por Computadores. Há uma diferença no modo como observar a rede. Deve-se escolher através de qual prisma observar.

Já apontando para estas diferenças importantes e explicando-as brevemente, creio ser interessante também apresentar alguns pontos da matéria de Bia Mansur que me permitiram mais reflexões.

Para Bruno Rodrigues, autor de ‘Webwriting – Redação & Informação para a Web’, consultor em informação e comunicação digital, o profissional de comunicação precisa ter curiosidade por todas as mídias, tanto tradicionais quanto digitais, e uma grande vocação para lidar com a informação.

- Jornalista que não está imerso na evolução não tem futuro. Isso porque ele deve pensar o conteúdo como algo único, mas multifacetado. Sua missão é adaptar a informação às diferentes plataformas onde será veiculada – explicou. [Bruno Rodrigues]

Discordo deste ponto de vista do consultor Bruno Rodrigues. Não acredito que a missão seja esta, levando em conta a velocidade com que as conexões trabalham hoje, cada vez mais interacionais e mais baratas. A participação potente do público é questão de tempo. Então, independente da produção seguindo restrições quanto à plataforma, acredito que a missão do jornalista que pense em web2.0, seja alicerçar o que vêm de cada um das plataformas e permitir que a narrativa gerada disso seja acessível em cada uma das plataformas. Conexão fractal. A menor parte tem tudo que o todo deve ter: Teoria da Complexidade, Edgar Morin.

O certo é que, mesmo na era digital, o bom jornalista continua bom jornalista, só trabalhando mais rápido. Bia Mansur

Outro ponto que discordo. Não acredito que isso seja o “certo”. Até porque estamos vivenciando uma indefinição conceitual sobre o próprio campo por onde caminhamos. Portanto, cegos quanto ao nosso cenário, é perigoso traçar esse tipo de trilha considerando-a “salva” dos perigos das bolhas web.


Leia a matéria de Bia Mansur, para o Jornalistas da Web. Entrevistas com Bruno Rodrigues e Meira da Rocha. Pesquisadores de jornalismo online.

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