Second Life é Uma Bomba Relógio?

Existem muitos jogos fazendo sucesso na Internet. São jogos de ação (Counter Strike), simuladores (Voyage Century), aventura massive (World of Wacraft), estratégia (Civilization IV), e muitos outros tipos. No entanto, um dos programas que mais tem atraído pessoas em todo o planeta é uma espécie de simulador de vidas, misturado com uma porção de estilos de jogos (luta, corridas, aventura). Este programa é Second Life.

Em alguns estudos recentes trabalhei com a hipótese levantada por algumas pessoas da Comunicação Social de que em Second Life (SL) estaria nascendo um tipo de espaço-público virtual, ponto de vista que combati veementemente em meu trabalho. Além de outros tantos fatores que afastam SL de um modelo de espaço-público virtual, o fato de as pessoas o tratarem como simples alternativa de diversão e entretenimento já é o maior empecilho à sua adpatação aos moldes exigidos por um espaço-público digno de ser o depósito das esperanças dos mais otimistas quanto ao futuro das “redes”.

No entanto, recentemente, fui surpreendido pela notícia de que ferramentas de voz já estariam sendo utilizadas em SL, de maneira que um avatar pudesse transmitir voz a outro e, inclusive, a distância entre eles interferiria no volume e na qualidade do som, como na vida real. De imediato já levantei minhas defesas para que não mergulhasse em uma nova onda de otimismo desmedido em relação à Second Life. Mas logo percebi que não era para me preocupar tanto, porque, pelo que parece, o excesso de otimismo em relação ao mundo virtual e a Web 2.0 vem sendo racionalizado e as pessoas têm caminhado com mais cautela por esse caminho.

Apesar de não ter me dedicado a analisar SL novamente até mesmo possível ignição de espaço-público, achei muito interessante analisar para onde o desenvolvimento humano no campo das Comunicaçãos Mediadas por Computador está nos levando. Ter a voz reproduzida em um ambientes como Second Life, que nos oferecem noções mais críveis de “mundo virtual” (apesar de tal mundo ainda ser apenas o rascunho de um monumento a ser criado), é um grande ganho. Outras inovações, como as ferramentas de touch screen (Apple e Microsoft já disputam esse mercado), como a união dessas ferramentas a comandos de voz, unidos à capacidade de transmissão de sons, imagens e vídeos, além de bandalarga em altíssimas velocidades e bancos de dados cada vez maiores e mais completos. Estamos caminhando para um futuro não muito distante daquele ilustrado em Minority Report.

Agora… Imaginemos que, em alguns anos, SL ou o que vier a substituí-lo, terá a capacidade de conciliar todas essas inovações em seu espaço, misturando na cabeça de seus usuários noções de virtualidade e realidade, noções de sociabilidade real com simulação social, associando sentidos reais e virtuais… O que será de nossos filhos e netos?

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1 comentário

  1. Não entendi o conceito de web 3.0 dedicado a este texto. Bom … daqui há uns 10 anos teremos a web 5.0? Rotular a evolução ou as novas práticas na Internet é meio estranho. Já não bastam os equívocos da web 2.0.

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