Meme: Blogar… uma profissão?

Uma profissão?

Eu acredito ainda que blogar é um hobby. Alguém que escreve bem ou gosta de escrever. Alguém que goste de articular opiniões, desbravar conceitos, levantar discussões, fazer clipping de notícias de toda a web, rascunhar alguns momentos da própria vida, postar fotos de encontros e momentos importantes. O blog serve para tudo isso.

Obviamente existem plataformas de edição de blogs que visam um ou outro público, uma ou outra linha de publicação, mas, de maneira geral, a essência do blog está em conferir liberdade de expressão ao seu mantenedor e funciona, quando assim pensado, editado e mantido, como também uma plataforma fomentadora de discussões que podem, muitas vezes, fugir dos temas da grande imprensa que têm uma esfera própria. E são frutos de um modus operandi próprio, que, apesar de ser visto com antiquado ou obsoleto, ainda serve muito bem aos “interesses da sociedade” e daqueles que dão as cartas no selvagem mainstream.

Portanto, apesar de ser um tema que me leva a reflexões muitos intensas sobre liberdade de expressão e teorias da comunicação, vejo os blogs, com “bons olhos”, reproduzindo as palavras de Etevaldo Siqueira, na mesa redonda que reuniu jornalistas e blogueiros.

Mas, como já dito por vários amigos, blogueiros e jornalistas, existem “jornais e jornais”, “blogs e blogs”. Mais uma vez aproveitando as palavras de Etevaldo Siqueira, é perceptível que a onda por sobre a qual muitos blogueiros pretendem enxergar o horizonte é impulsionada por um turbilhão de blogs natimortos, splogs e outros que são engolidos pelo esquecimento. Siqueira deu o exemplo das empresas, e eu concordo com ele. Quando fiz curso técnico de administração, lembro-me de um professor que deu esse exmplo: “A cada 100 empresas criadas por ano no Brasil, 90% fecham as portas antes do primeiro aniversário.” Claro que estes são problemas vinculados à planejamento, estratégia, força de vontade e espírito empreendedor. Mas um blog também deve ser pensado nessas condições. Pelo menos um blog que possa, algum dia, querer reivindicar alguma coisa em relação à “direitos de informar”, “qualidade do trabalho” e coisas do tipo.

Sinceramente acho que existem pontos nas Teorias da Comunicação que vão para além da prática. Blogar é um exercício prático que se refina com experiências próprias dos autores, de acordo com suas formações, personalidade, ideologia e tudo mais. O questionamento que sempre me corre pela cabeça é o seguinte: “Aliar a prática comunicativa à potência tecnológica sem um aprofundamento na teoria para a reflexão sobre os verdadeiros prós e contras do novo paradigma da informação na constituição de uma sociedade melhor vale realmente a pena?”

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3 comentários

  1. Legal, Pedro! Só quero chamar a atenção para uma coisa… o vazio de ser blogueiro, que chamei no meu blog, não se refere apenas àqueles blogueiros que almejam, apenas por meio de um blog, serem reconhecidos como profissionais da informação (noutras palavras: como JORNALISTA).

    Condeno qualquer sujeito (até mesmo jornalistas) que pratique a metablogagem (o que temo que essa discussão acentue).

    Naquelas… o cara tem um blogue e… pronto! Se sente mais estrela do que ex-BBB 😛

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