Comunicação & Internet

INTRODUÇÃO

A Internet nasce de iniciativas militares norte-americanas, no contexto da Guerra Fria, que pretendiam organizar os grupos de pesquisas militares e acadêmicas dos Estados Unidos, objetivando uma maneira de fazer com que todos mantivessem contato entre si e funcionassem independentemente. Assim, uma vez que um desses centros de pesquisa fosse destruído em um suposto ataque, os demais núcleos não seriam prejudicados. Desde que saiu do comando dos militares e ficou nas mãos dos centros universitários (que a lançaram para a iniciativa privada), a Internet não parou de crescer. Nos últimos anos a rede mundial de computadores deixou de ser um diferencial e passou a ser

uma ferramenta e um meio muito utilizado por empresas e profissionais da comunicação. Apesar de ainda não ter alcançado a mesma projeção e penetração dos demais meios, a Internet caminha rápido para se consolidar no espaço sociocultural. Com o barateamento dos equipamentos (hardware) e dos planos de acesso, previsões da Intel indicam que nos próximos anos o número de usuários da rede vai aumentar radicalmente:

Today one billion computers are connected to the Internet, most dialing in trough telephone lines. By the end of 2010, Intel predicts that more than 1.5 billion computers will be connected via high-speed broadband and another 2.5 billion phones will have more processing power than today’s PCs”.[1]

Essa reinvenção da Internet acontece devido ao seu caráter descentralizado e emergente, de maneira que seus usuários podem participar ativamente da sua construção. Para exemplificar esta situação, basta recorrermos ao exemplo dos blogs. Estes “programas”[2] vieram a partir de uma demanda dos usuários, que procuravam métodos mais fáceis e customizáveis para inserirem conteúdo na rede. De fato, atualmente não há mais necessidade de se comprovar a eficácia e usabilidade dos blogs dentro da esfera digital.

Não pretendo aqui fazer um levantamento dos programas e processos que fizeram com que a www[3] chegasse ao patamar em que se encontra atualmente e, a partir disso, caminharei mais rapidamente para as propostas que esse trabalho vislumbra.

Sabe-se que a rede mundial de computadores é um quase ilimitado espaço para inserção de conteúdo. Sabe-se também que cada um dos atores sociais (indivíduos isolados, grupos sociais, entidades e instituições, corporações e empresas, grupos de mídia, grupos de pesquisa e até mesmo o Estado) que adentram a rede transforma-se em um novo nó de conexão. Eis aí o ponto que este trabalho pretende investigar: a participação do profissional jornalista neste contexto, uma vez que seu trabalho e sua posição social não mais se evidenciam no processo de trabalho jornalístico de acordo com sua proximidade com as fontes oficiais, que, agora, estão, junto com ele, no mesmo patamar (o único, na verdade) dos processos comunicacionais próprios da Internet.

TEORIA DA COMPLEXIDADE E O “GRANDE COMPUTADOR”

Para analisar as especificidades desses processos comunicacionais interacionais, encontramos na Teoria da Complexidade, de Edgar Morin (1992), bases teóricas e estruturais que servirão de linha guia para a compreensão deste texto. Em seu trabalho, Morin fala sobre a capacidade dos indivíduos integrarem e alterarem uma esfera mais ampla que os organiza – o que começa a evidenciar seu caráter de organização emergente. Coincidentemente, neste trabalho, o autor exemplifica sua proposta com uma metáfora que nos é muito bem-vinda: a Metáfora do Grande Computador.

Nesta alusão, Morin fala de computadores individuais (as pessoas) que possuem capacidades de memória e programação. Estes computadores individuais trocam informações entre si e manifestam suas memórias a partir dos programas que desenvolvem. A troca comum de certo número de informações gera uma “memória coletiva”, que acaba por reorganizar os procedimentos de programação de cada um dos computadores individuais envolvidos nesse processo. O próprio desenvolvimento desses procedimentos edifica uma memória comum, que, por sua vez, é alocada no “Grande Computador”. Esta máquina reorganiza mais uma vez as informações que lhe chegam e estabelece protocolos comuns para a programação dos demais computadores, inserindo, sine qua non, dados comuns nesta rede. Assim, desenvolvesse uma inter-relação entre o Grande Computador e os Computadores Individuais, chamada por alguns autores, de relações Parte/Parte e Parte/Todo.

Morin explica aqui a relação complexa entre partes integrantes de um sistema inter-relacional. O autor mostra como cada parte pode interagir com as demais e como a interação pode alterar todo o sistema que as organiza. Com inspiração nas propostas de Morin, não vemos, nas teorias da comunicação tradicionais, bases firmes para tratar das especificidades da Internet.


ENFOQUE TRANSMISSIONISTA x ENFOQUE INTERACIONAL

Os Meios de Comunicação de Massa (MCM) possuem este nome devido a sua capacidade de apresentar conteúdos a grandes parcelas da população. Além disso, para que possam funcionar eficientemente nas lógicas mercadológicas contemporâneas, os MCM também têm que se submeter à estratégias de produção informacional típicas das linhas industriais do capitalismo moderno. Muitas informações são colhidas e trabalhadas pelos jornalistas, porém, o espaço (jornais impressos) ou o tempo (rádios e televisões) são limitados e limitadores e, a partir daí, desenvolveram-se critérios de noticiabilidade e fazeres jornalísticos que uniformizam a notícia, homogeneizando a informação e os consumidores dessa informação. Percebemos aqui um caráter transmissionista, isto é, um caráter voltado para o envio da informação e não para a fomentação do debate entre os media e sua audiência.

“Uma vez que na comunicação de massa busca-se comunicar a partir daquilo que é homogêneo na ampla heterogeneidade dos destinatários dispersos geograficamente, o jornalista pressupõe os hábitos associativos dominantes entre os destinatários objetivados para compor a informação. Daí a necessidade de se lançar uma notícia (novidade sob domínio simbólico) fundamentada em índices que atestem objetivamente o objeto (fato) no contexto geral no qual a novidade se inscreve.” (ALZAMORA, 2004:112)

Mesmo que algumas das Teorias da Recepção proponham um estado não-passivo do leitor, a capacidade deste de participar na produção do conteúdo é mínima, e, quase sempre, nenhuma. Falamos aqui participar da produção, e não de interagir com conteúdos produzidos. Baseado nessa prerrogativa, Alex Primo (2004) ressalta dois tipos de interação (reativa e mútua) cuja compreensão nos auxiliará a compreender o enfoque interacional.

Ao se falar em interação mútua não se está querendo oferecer um pleonasmo. Esse conceito se insere em uma discussão maior. Visto que mesmo a reação mecânica será entendida como um tipo de interação, a interação mútua deve ser compreendida em contraste com a interação reativa. A palavra “mútua” foi escolhida para salientar as modificações recíprocas dos interagentes durante o processo (PRIMO, 2004:54-55).

A interação reativa é aquela que acontece quando trabalhamos com escolhas pré-definidas. É um processo mecânico, no qual já foram levantadas as possíveis opções de escolha do indivíduo e, para cada uma dessas opções, tantas outras opções-resposta já foram pensadas e escritas. Um controle remoto de televisão é um exemplo muito bom. Ele oferece ao usuário centenas e até milhares de opções de canais, configurações e serviços, mas, o usuário jamais conseguirá operar o controle remoto sem a utilização daquelas teclas, cujas funções já foram pré-determinadas pelo fabricante.

Mesmo que alguns programas jornalísticos de rádio ou televisão ofereçam espaço para a

participação do público, tal participação sempre estará condicionada por limitadores, como a política editorial e o tempo do programa. Além do mais, são raríssimas as iniciativas nesses meios que permitem que o telespectador/ouvinte possa trocar informações com outros participantes e até mesmo com os profissionais da comunicação atuantes em tais programas.

A interação mútua é baseada na reciprocidade, na troca simultânea ou imediata de informações que estabelecem caminhos pelos quais a informação será construída, coletivamente. Um diálogo informal entre um indivíduo A e um individuo B nos serve como exemplo. Nele, o indivíduo A não pode ter certeza do que ouvirá do indivíduo B. Suas respostas serão construídas no momento em que receber as informações de B e, baseado nestas informações, A reorganizará seu pensamento e todo um conjunto de informações, unindo os dados que já possuía aos dados que B ofereceu. A partir daí A refaz seu discurso e envia outras informações a B. Por sua vez B não poderia ter já se preparado para a resposta de A e, agora, mediante novo grupo de dados, deverá reorganizar-se e repetir o processo pelo qual passou A.

Assim, podemos perceber que a Internet possui ambos os tipos de interação. Em alguns

momentos (em sites que não usam ou compreendem as especificidades da web) vemos

demonstrações de interações reativas, através de enquetes e sistemas de participação muito pouco sofisticados (no sentido de adaptarem-se aos avanços tecnológicos que permeiam a rede). Em outros momentos, pode-se ver que o conteúdo informacional (até mesmo jornalístico) está cada vez mais aberto à participação, como provam sítios eletrônicos como OhMyNews International (OMNI) e Centro de Mídia Independente (CMI)[4].

Com estudos inovadores sobre o assunto, o grupo The Media Center[5] publicou estudo[6] sobre como vêm sendo exploradas as possibilidades de participação da audiência na produção de conteúdo.


GRASSROOTS REPORTING[7]

O termo grassroots reporting ganhou força com as publicações do The Media Center, que mostraram como, por toda Internet, centenas de iniciativas faziam uso das especificidades da rede para permitir que a audiência trabalhasse em coletivos interacionais e publicasse e distribuísse conteúdo. Bowman & Willis analisaram a importância que tal tipo de participação do público teve na cobertura dos eventos do 11 de Setembro de 2001, na ocasião dos atentados terroristas do World Trade Center, nos Estados Unidos. Devido ao congestionamento gerado nos sites dos grandes jornais em função do intenso tráfego de conexões, as pessoas que buscavam mais informações encontraram nos weblogs, fóruns, listas de discussão e sites de conteúdo colaborativo o canal para se interarem dos acontecimentos. Tamanha foi a presença dos weblogs e comunidades da Internet na publicação de informações sobre os atentados e os fatos que se sucederam que foi criado um termo para isso: os warblogs.

Os autores ainda citam o sucesso de sites como o Slashdot[8]. Este portal web dedica-se a reunir informações sobre tecnologia e programação, convocando seus usuários a participarem enviando notícias, opiniões e análises sobre os mais variados assuntos dentro deste tema. Nesse caso, Bowman & Willis explicam que a comunidade criada dentro do site acaba por confiar mais nas informações que trocam que naquelas informações divulgadas pela grande mídia.

Fact-gathering and grassroots reporting alsocome from professional or amateur subject matter experts who publish a weblog or participate in a collaborative community, such as Slashdot. These participants tend to produce a wealth of original content as well as opinion, links and original databases of resources on their expertise. This is particularly successful on a subject or theme that is not covered well by mainstream media. (BOWMAN; WILLIS: 2003, 34[9]

Libertos das amarras econômicas que permeiam os meios de comunicação de massa, o

indivíduo conectado à Internet encontra, no próprio ato da navegação, uma série de

ferramentas, serviços e espaços virtuais criados especificamente para serem adquiridos

(muitas vezes gratuitamente) e se tornarem palco de suas manifestações intelectuais.

O estabelecimento de procedimentos e protocolos comuns (vislumbrados por Morin) entre estes indivíduos e as comunidades[10] permite o trabalho em conjunto destes atores do processo (grassroots). Assim, estas comunidades interagem mutuamente durante um processo comunicacional e se permitem alterações, influências e aperfeiçoamentos, de maneira que toda a comunidade seja afetada pela construção comum da informação.

O debate acerca de pautas e matérias não é encerrado por limitadores físico-temporais

(esvaziamento das teorias de agenda-setting) e nem depende de critérios de noticiabilidade, uma vez que, na Internet, a informação é procurada pelo usuário, e não apenas recebida por ele em um formato fechado de publicação (esvaziamento das teorias de newsmaking). Assim, podemos sugerir que o processo clássico de gatekeeping é conseqüentemente esvaziado. Todos podem ter acesso às informações (via áudio, vídeo ou texto) e também podem acessar as fontes oficiais (que já possuem, em sua maioria, páginas na Internet). A partir daí, qual é vai ser o papel do jornalista na Internet?

ARTICULANDO SENTIDOS: A CONSTRUÇÃO HIPERMIDIÁTICA

O cenário do ciberespaço é tão vasto quanto rico em termos de oportunidades e ferramentas para publicação. Tais ferramentas de publicação alcançam, hoje, os mais diversos públicos, seja através de conteúdo escrito, como já dissemos a respeito dos blogs, seja através da viabilização expressa de conteúdos mais densos e trabalhados, como fotografias, vídeos e as mais variadas manifestações simbólicas que o homem consiga aliar à tecnologia, como vídeos em animação flash e computação gráfica. O nascimento das comunidades e do conteúdo Wiki é prova de que os programas e procedimentos próprios da Internet, que há alguns anos atrás eram dor de cabeça para os leigos, estão cada vez mais próximos do “usuário comum”.

Outros serviços espalhados na rede servem-nos como argamassa para a articulação de conteúdos oferecidos no quase infinito mundo virtual. O sistema de gerenciamento de informações Netvibes[11] funciona como um grande portal onde o usuário escolhe que tipo de informações que receber, desde RSS[12] e e-mails até filtros programados que separam os resultados de pesquisas nos mais diversos conteúdos, como vídeo e imagem, além de informações meteorológicas e atualização constante de fóruns e blogs.

Este tipo de serviço transforma o usuário em uma célula captadora de informações, interligada a centenas de sistemas informativos em todo o planeta, capaz de explorar a fundo cada uma das informações, uma vez que pode usar a própria rede para tecer novas tramas simbólicas através das quais navegará para compor sua própria narrativa.

De fato a análise deste tipo de serviço até agora se debruçou sobre as possibilidades ligadas à capacidade do usuário de criar e receber, na e da Internet, um domo informacional que sustente suas demandas. No entanto, compreendemos como oportuna a provocação de se pensar a utilização deste tipo de estrutura para a produção de conteúdo, principalmente jornalístico.

A reunião destes serviços pode servir ao usuário como espaço por onde não tão somente trafegam as produções de outros grupos, mas também como o espaço onde as suas próprias produções trafegariam, sujeitas a receber influências e influenciar os demais utilizadores desta gama de serviços (Parte/Parte). A capacidade de articular leituras e raciocínios dos “leitores” seria finalmente utilizada na produção comum da informação, de maneira a fazer com que toda a rede, ou grandes porções desta estivessem, de uma maneira ou de outra, conectadas. Mas esta conexão não se daria unicamente através de procedimentos técnicos e físicos, mas também através da criação de domos e comunidades informacionais que extrapolariam as fronteiras físicas e até culturais de maneira a edificar um pensamento muito próprio da web. Esse indivíduo, já imerso no meio digital de maneira a compreendê-lo em seu funcionamento e enxergar suas possibilidades (a curto, médio e longo prazo), seria o personagem-átomo (Parte/Todo) por onde se desdobrariam as grandes mutações no jeito de se ler o mundo: agora não mais vetorial, e sim através da percepção espaço-temporal do sistema de redes.

A CARTOGRAFIA DA INFORMAÇÃO

Cartografia é a ciência que trata da produção de cartas geográficas ou topográficas. Se

percebermos a rede como um espaço físico, pelo qual estão distribuídos de maneira

descentralizada todos os nós de conexão, perceberemos também que o ato de navegar na

Internet é justamente o ato de estabelecer caminhos por entre essa miríade de possibilidades. Desse pensamento vem o termo “cartografia da informação” (ABRAS; PENIDO: 2006).

Sugerimos que o cartógrafo da informação é o profissional da comunicação que se percebe imerso em um espaço onde as relações piramidais da mídia tradicional não possuem os mesmos efeitos. A ele caberá a função de reunir conteúdos, fomentar e participar de debates e, durante este processo, estabelecer “linhas de raciocínio” ou seja, possibilidades de narrativas diversas, sempre abertas a novas inserções (seja através de links, opiniões apresentadas nos debates ou novas informações).

Propomos que esta mutação no modus operandi do jornalismo na Internet não é uma

evolução, e sim, uma opção, uma vez que ainda podemos perceber formas tradicionais

(reflexos da produção tradicional dos MCM) de produzir notícia sendo trabalhadas na rede, principalmente em sites jornalísticos que são vitrines de grandes grupos de comunicação.

Sites como Slashdotslash, OhMyNews International e Centro de Mídia Independente trabalham com perspectivas muito diferentes daquelas engessadas nas teorias da comunicação clássicas, mas, ao mesmo tempo, aproximam-se muito da perspectiva complexa, apresentada por Morin.

Cada vez mais os processos comunicacionais na Internet se voltam para as relações interpessoaise para os ganhos qualitativos e quantitativos que essas relações podem gerar em termos organização de informação. Iniciativas como as dos sítios eletrônicos supra-citados tornam-se mais comuns e já começam a se instalar nos sites dos veículos tradicionais, como é o caso da CNN International, que criou o CNN Exchange[13].

Exemplos como esse provam que a tendência é o aumento do número de sites colaborativos. No entanto, muitos destes sites não abrem mão do trabalho jornalístico, uma vez que querem garantir a qualidade e a veracidade das informações trazidas pela audiência. Em OMNI e no CNN Exchange o jornalista tem o trabalho de ajudar a audiência a apurar os fatos, a formatar o texto e acompanhar a produção da matéria. É um relacionamento entre mídia e audiência que não é visto nas organizações piramidais da grande mídia.

Aproximar indivíduos e comunidades através do debate e da troca de informações e traçar caminhos e trilhas narrativas, se percebendo como membro de uma grande comunidade informacional (e não como alguém além dela) é o desafio que o jornalista cartógrafo da informação tem pela frente.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALZAMORA, G. C. (Org.); BRASIL, A. (Org.); FALCI, C. H. (Org.); JESUS, E. (Org.) . Cultura em Fluxo – Novas Mediações em Rede . Belo Horizonte : PUCMinas, 2004. v. 1. 326 p.

ABRAS, Fernanda. PENIDO, Pedro. De Gatekeeper a Cartógrafo da Informação: a

reconfifuração do papel do jornalista na web. Monografia de conclusão de Curso de

Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo. Belo Horizonte: Universidade Fumec, 2006.

BOWMAN, Shayne; WILLIS, Chris. We Media: How the audiences are shaping the future of news and information. Disponível em http://www.hypergene.net/wemedia/download/we_media.pdf. Acesso em: 09/04/2007

MORIN, Edgar. O método IV. As ideias: a sua natureza, vida, habitat e organização. Mira-Sintra, Publicações Europa-América LDA, Coleção Biblioteca Universitária vol. 63, 1992.

PRIMO, Alex. Enfoques e Desfoques no Estudo da Interação Mediada por Computador. In BRASIL, André et al (orgs.) Cultura em Fluxo: Novas Mediações em Rede. Belo Horizonte: Pucminas, 2004.

TRAQUINA, Nelson. O estudo do jornalismo no século XX . São Leopoldo: Unisinos, 2001.


[1] “Hoje um bilhão de computadores estão conectados à rede, a maioria discando a partir de linhas telefônicas. Até o final de 2010, a Intel prevê que mais de 1,5 bilhão de computadores estarão conectados por meio de bandalarga de alta velocidade e outros 2,5 bilhões de aparelhos telefônicos [celulares] terão mais capacidade de processamento que os computadores atuais” [tradução nossa].

[2] Chamaremos aqui “programas” todos os processos consolidados no meio digital, que funcionam a partir de organização de dados de programação e têm diretrizes e procedimentos funcionais semelhantes. Assim, blogs, chats, instant messengers, e-mail e outros tantos, serão alocados neste termo.

[3] World Wide Web: a rede mundial de computadores.

[6] We Media: How audiences are shaping the future of news and information, disponível em:

http://www.hypergene.net/wemedia/download/we_media.pdf – Acesso: 09/04/2007

[7] O termo Grassroots é utilizado para definir movimentos sociais ou políticos que são gerenciados pelos próprios integrantes de uma dada comunidade, de maneira a estabelecer certa dicotomia entre este tipo de controle e as formas engessadas das atuais estruturas de poder. Não há tradução literal para o português. Definição enciclopédica em inglês: http://www.reference.com/search?r=13&q=Grassroot. O termo reporting pode ser traduzido como “reportagem”. http://dictionary.reference.com/browse/reporting

[9] “Recolhimento de fatos e reportagens “grassroots” também vêm de especialistas no assunto, profissionais ou amadores, que publicam um weblog ou participam de uma comunidade colaborativa, como o Slashdot. Estes participantes tendem a produzir um rico conteúdo original assim como opinião, links e bancos de dados originais de recursos de sua especialidade. Isto é particularmente um sucesso em assuntos ou temas que não são bem cobertos pela grande mídia.” [tradução nossa]

[10] Ressaltamos que a maioria dos sites que oferecem espaço para publicação acabam por se transformar em comunidades informacionais. No entanto, um indivíduo que possua um blog e se relacione com outros

indivíduos isolados ou outras comunidades (como os sites apontados) também fará parte de uma comunidade maior.

[12] Really Simple Syndication (RSS 2.0). Tipo de serviço em, mediante a utilização de programas (chamados Agregadores) o usuário pode reunir informações enviadas por sites que utilizem disponibilizem seu conteúdo em linguagem RSS. O RSS é um formato padronizado mundialmente, que funciona sob a linguagem XML (Extensible Markup Language), e é usado para compartilhar conteúdo Web. Ele permite, por exemplo, que o administrador de um site de notícias crie um arquivo XML com as últimas manchetes publicadas, a fim de compartilhá-las mais rapidamente com seus leitores. Este arquivo poderá ser lido através de qualquer ferramenta que seja capaz de entender o formato XML do RSS.

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