Hamas x IDF: A Guerra que chegou à Internet

Breve Contexto

  • 3.000 a.C.: Construção das Pirâmides de Giza
  • 1.500 a.C.: Apogeu da civilização egípcia
  • 700 a.C.: Fundação de Roma
  • 200 a.C.: Biblioteca de Alexandria
  • 001 a.C.: Guerra Civil em Roma. Júlio César.
  • Séc I: O Cristo
  • Séc. V: Cai o Império Romano
  • Séc. IX: Primeiro livro impresso (China)
  • Séc. XV: Bíblia de Gutenberg (Imprensa)
  • Séc. XX: Mídia de Massa e a Internet
  • Séc. XXI: Guerras Online (Hamas X IDF)

– GUERRAS ONLINE –

No passado tínhamos notícias das guerras por meio de jornais e relatos que demoravam muito tempo para chegar até nós. Com a chegada do rádio, a informação tornou-se mais precisa, mais localizada no tempo e no espaço. A televisão deu cores e movimento ao que os relatos faziam assombrar nossas mentes. E a Internet deu cores, movimento, sons, instantaneidade e voz aos elementos envolvidos num cenário de guerra.

Começou com o Cotidiano

Ferramentas como o YouTube e seus congêneres deram a todos nós uma nova visão sobre o mundo, sobre a vida, sobre o espaço, sobre muitas coisas. De uma maneira ou de outra, ver pessoas fazendo loucuras, rindo, sendo espontâneas ou não, se emocionando e tudo mais com a potência que o YouTube nos atingiu é uma das coisas mais alucinantes do final do século XX.

Nunca antes havia nos sido concedida oportunidade igual. Nunca antes imaginaríamos que ver a nós mesmos, em todos os lugares do planeta, seria um dos exercícios mais interessantes dos idos de 2005 em diante. As ferramentas de comunicação voltaram-se para nós e nos deram a chance de povoar seus canais com nossos discursos, fossem eles qualificados ou não, fossem eles comprometidos com algo ou não. Foi nos dada a chance de continuarmos sendo o resultado de toda essa História, mas, desta vez, observando nossos passos, nossos dias, nossas peculiaridades, sob o prisma dos meios de comunicação mediados por computadores.

E o que fizemos? Invadimos esse espaço! Dominamos completamente. E ele se transformou num novo espaço da vida do século XXI. Um espaço tão importante que guerras agora não são apenas transmitidas e discutidas neste espaço. No século XXI este espaço também é o campo de batalha.

Hamas X IDF

Antes de qualquer palavra, vamos às marcações da situação. Elas podem nos dar idéia da trilha que percorrerão as palavras vindouras.

HAMAS

  • Acrônimo de Ḥarakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah cujo significado é Movimento de Resistência Islâmica.
  • Grupo paramilitar e político criado em 1987, na cidade de Gaza. Atualmente possui a maioria das cadeiras no Conselho Legislativo da Autoridade Nacional Palestina.
  • Fazendo usos de ataques violentos que visam tanto alvos civis quanto militares em Israel, o Hamas é considerado Terrorista pelo Conselho da União Européia, Estados Unidos, Japão e outros países.
  • Conta com mais de 30 mil homens armados e uma vasta infra-estrutura de guerrilha no território palestino.
  • Através de uma rede de serviços sociais e de caridade, estabeleceu-se fortemente numa área habitada por mais de 2 milhões de palestinos.
ONLINE:
  • Imagens registradas por equiples locais e civis mostram vítimas dos ataques de Israel. Os vídeos e fotos são disponibilizados em sites islâmicos, chamando a atenção do mundo para o sofrimento de inocentes envolvidos, atraindo pessoas para a causa.
  • Mensagens convocando para a “Destruição de Israel” ocupam incontáveis sites da região e da comunidade islâmica mundo afora.
  • Hackers que apóiam o Hamas derrubam/destroem mais de 300 sites israelense no primeiro final de semana do conflito.
  • Mantém softwares próprios, offline e online, dedicados a questões do povo palestino, apontando para o “inimigo Israel”.
  • Tem redes sociais próprias, assim como ferramentas destinadas à facilitação de operações terroristas em todo o mundo.

IDF

  • Acrônimo de Tzvá HaHaganá LeYisra’el cujo significado é Exército de Defesa para Israel, ou Tzahal.
  • São as Forças Armadas do Estado de Israel, criadas nos anos de 1948 e 1949.
  • Está entre as mais temidas forças nacionais do mundo.
  • Contam com uma das melhores tecnologias de guerra da atualidade.
  • Possuem forte aparato militar em terra, mar e ar.
ONLINE:
  • Criaram um canal no YouTube para mostrar a precisão de seus ataques e a destruição conseguida.
  • Desde o início do conflito recente, dizem ter “neutralizado” mais de 300 milicianos do Hamas.
  • Avançam a cada dia em direção a pontos estratégicos do Hamas na Faixa de Gaza, com o objetivo de aniquilar seus postos avançados, os quais acusam de serem os responáveis por mísseis que atingem Israel há quase um mês.
  • Possuem comunidades em muitas redes sociais, arrebanhando defensores de sua causa em todas as mídias/ambientes online possíveis.
  • Em 4 dias, mais de 20 mil pessoas se cadastraram em uma comunidade no Facebook que apóia o ataque da IDF à Gaza.

O quê está em jogo?

Desde tempos, literalmente, imemoriais, a situação da região compreendida a leste do mediterrâneo e oeste da Índia é, no mínimo, calamitosa. Embates envolvendo grandes civlizações, culturas e crenças do passado aconteceram ali. Se aquelas terras pudessem vomitar seus mortos, um mar de cadáveres inundaria as costas dos países ao longo do mediterrâneo e ao longo da costa norte da África e sul da Turquia.

A macro-região de Jerusalém é assolada por disputas desde Nabucodonosor, passando pelas Cruzadas e seus tempos turbulentos, chegando à Contemporaneidade. Realmente todos nós sabemos que a solução para questão “Palestina x Israel” não virá em um processo a curto prazo. Todos sabemos que a guerra naquelas regiões sempre foi feita à base de ferro e fogo mas, assim como no passado, expandiu seus limites para outros campos. Antes o da fé e agora do da informação.

Tanto IDF quanto Hamas estão encarceirados em séculos de desavenças e têm histórias para contar e nos ludibriar por uma quantidade de tempo quase equivalente a essa. Caminharem para ambientes onde a “produção do discurso” é fomentada, é o primeiro passo para iniciarem um outro processo, que vai muito além da disseminação de suas ideologias localmente. Quando inaugura seu próprio canal no YouTube, a IDF quer mostrar ao mundo o que tem a dizer, e não apenas aos israelenses e judeus.

É vital que, para que essas linhas completem algum sentido, uma observação contínua seja levada adiante, de maneira a tentar estruturar um cenário global da participação de ambos os discursos na Web 2.0. e como esta participação tem surtido efeito nas audiências tanto envolvidas diretamente quanto indiretamente.

Portanto convido-os todos a, sempre que possível, compartilharem informações sobre movimentações tanto do Hamas quanto da IDF nos vastos domínios da rede mundial de computadores. Analisemos como a Internet atua em questões tão materiais e seculares quanto as guerras modernas.

_____________
Referência:
– Wikipedia: verbetes “HAMAS” e “IDF
TimesOnline:  GAZA: Secondary war being fought on Internet

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4 comentários

  1. isral ao meu entnder esta numa certa forma
    se defendendo de um grupo bem organisado que usando-se de taticas com seu proprio
    cidadão mas se israel não tiver um ponto de
    parar …… esta vadado ao fadado ao fracaso

    1. Bom dia Nidal,

      Que tipo de debate?
      Se tiver um artigo resposta para esta questão, ou novos questionamentos, basta entrar em contato entrar em contato por aqui msm e seu texto será publicado.

      Att.
      -MEIODIGITAL-

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